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Data de lançamento
7 Ago. 2001Duração
Nando quer aproveitar o final de ano para dar o pontapé inicial em um antigo sonho: escrever um romance. Lúcia Helena só pensa em retomar a paixão em seu casamento. Zezinho quer viver seu primeiro amor. E Anita só quer seguir seu destino, com a certeza de que nada é por acaso, tudo está escrito. Para tentar escapar da rotina louca de São Paulo, Lúcia Helena resolve passar as festas de fim de ano com a família, em Florença, cidade do interior de São Paulo. Pensa em aproveitar o clima familiar para reacender a paixão em seu casamento. Nando vê nas férias, a possibilidade de escrever o seu romance. Em busca de inspiração, encontra Anita, a personagem ideal. Ela se mudou para um sobrado onde no passado aconteceu um crime de amor. Se Anita não pode mudar o destino, vive da forma mais intensa. Seduz Nando e desperta a primeira paixão de Zezinho.
Emissora: Rede Globo • Episódios: 16 • Duração: 40 min.
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Fez muito barulho e sucesso na época; tô rindo muito dos comentários do pessoal que não gostou e achou as atuações ruins (mesmo com um elenco global de peso, rs). Não é pra época atual, a série é de 2001, funcionou bem lá atrás, agora não adianta assistir e dar nota zero. Não é superestimada, foi do jeito que tinha que ser, breve, pesada e marcante. Maneco foi sensacional e não se esgotou mesmo depois do fim de Laços de Família, que ainda era recente.
Presença de Anita: quando o tempo muda o personagem que o público escolhe defender!
(Nada como a maturidade para mudar nossa opinião.)
Mais de duas décadas depois da exibição da minissérie, uma nova leitura da história mostra como idade e experiência podem alterar completamente a percepção sobre seus personagens
Algumas obras permanecem exatamente como foram feitas. O que muda é quem está diante da tela.
É esse fenômeno que uma reflexão recente sobre Presença de Anita ajuda a revelar. Exibida pela Globo em 2001, a minissérie de Manoel Carlos acompanha Nando, um homem casado que atravessa uma crise conjugal e se envolve com Anita durante uma viagem ao interior. A relação desencadeia uma série de conflitos e coloca em risco seu casamento com Lúcia Helena.
Na primeira experiência com a história, é possível que determinados personagens pareçam mais atraentes, interessantes ou até injustiçados. Anos depois, porém, a mesma narrativa pode produzir uma impressão completamente diferente.
Foi exatamente essa mudança de percepção que chamou atenção.
Ao revisitar a minissérie cerca de duas décadas depois, o espectador que anteriormente enxergava Nando como um homem interessante passou a questionar suas atitudes. Anita, antes vista como uma figura fascinante, também ganhou outra dimensão. E Lúcia Helena, inicialmente percebida como desagradável, passou a despertar muito mais compreensão.
A mudança não está necessariamente na personagem.
Está no olhar de quem assiste.
O tempo modifica a leitura de uma história
Quando uma obra é revista muitos anos depois, o público já não possui as mesmas referências emocionais, sociais e pessoais da primeira experiência.
A idade muda. As relações pessoais mudam. A compreensão sobre determinados comportamentos também.
Um personagem que parecia romântico pode passar a ser visto como irresponsável. Uma personagem considerada ciumenta pode parecer, anos depois, alguém tentando preservar uma relação diante de uma situação claramente desigual.
Isso acontece porque o espectador deixa de observar apenas o que os personagens dizem e passa a prestar mais atenção às consequências de suas escolhas.
Anita continua fascinante — mas a perspectiva pode mudar
Parte da força de Presença de Anita está justamente na maneira como constrói seus personagens sem oferecer respostas absolutamente confortáveis.
Anita é sedutora, misteriosa e provocadora. Nando está insatisfeito com a própria vida e encontra nela uma possibilidade de ruptura. Lúcia Helena, por sua vez, representa a esposa que tenta lidar com um casamento em crise e com as consequências das escolhas do marido.
Na juventude, a narrativa pode favorecer a identificação com a paixão e com a transgressão. Com o passar dos anos, entretanto, outras perguntas ganham importância.
O que parecia aventura pode começar a parecer irresponsabilidade. O que parecia ciúme pode ser interpretado como insegurança diante de uma situação concreta. E aquilo que antes era visto como paixão pode ser analisado também a partir do impacto causado sobre outras pessoas.
A obra permanece; o espectador não
Essa talvez seja uma das experiências mais interessantes proporcionadas pela televisão e pelo cinema.
Rever uma produção antiga não significa simplesmente reencontrar uma história conhecida. Significa confrontar a pessoa que se era quando aquela história foi vista pela primeira vez.
Por isso, algumas obras parecem mudar com o tempo, mesmo permanecendo exatamente iguais.
Presença de Anita continua sendo uma história sobre desejo, casamento, obsessão e sedução. Mas a maneira de interpretar seus personagens pode se transformar radicalmente conforme o público amadurece.
E talvez essa seja uma das melhores provas de que uma obra permanece viva quando ainda consegue provocar novas perguntas décadas depois de sua estreia.
A minissérie não mudou. O olhar mudou. E, às vezes, isso é suficiente para transformar completamente a história que acreditávamos conhecer.
Mel Lisboa está bonita e atuando muito mal. Mas que bom que evoluiu.
A minissérie é lenta, pouca coisa acontece, aí no final do episódio tem um bom gancho para o próximo e é assim até o fim. E dá certo, porque prende. Fez sucesso por ter a fórmula de novela com o plus de ter uma menina de 18 anos pelada o tempo todo.
Lucia Helena consegue me irritar mais do que todos os outros.
Não vi na época que passou, eu era uma criança muito nova.
Hoje eu finalizei a serie, e tem muita coisa problemática, acho que envelheceu super mal em alguns aspectos.
Não achei ruim, porém é sim muito mas muito problemática.
Acho que as escolhas dos atores foi mesmo sensacional, muita gente bonita.
Gosto da beleza natural das pessoas e o fato de não ver ninguém o tempo todo pendurado em um celular.
Anita e Lúcia são personagens lindíssimas as sombrancelha delas são a coisa mais bonita do mundo.
A trilha sonora é um primor a parte.
Que bosta esse negócio. Não assisti na época, mas tentei agora por se tratar de um “clássico da dramaturgia brasileira” (se o clássico é essa merda, imagina o resto).
O texto é descaradamente inspirado em Lolita, e não falo do filme do Kubrick e sim do livro do Vladmir Nabokov. O tema e diálogos não me incomodam, pois não é porque o assunto pareça ser romantizado, que propriamente quem escreveu tenha feito isso. É uma fórmula narrativa de se criar uma crítica, e deixar o julgamento moral para o público. Almodóvar faz muito isso nos seus filmes.
O meu problema com Presença de Anita, é o roteiro horroroso, seus diálogos expositivos, e as atuações vergonhosas do elenco inteiro. Nada se salva! A direção é uma merda, a cenografia é uma merda, elenco merda, tudo é uma grande bosta!
Eu juro que tento assistir as porcarias que essa emissora produz, mas simplesmente não vai! Não percam seu tempo assistindo essa merda! Assisti 4 episódios, e acho que fui longe demais com esse torrolo televisivo.