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Data de lançamento
19 Ago. 2010Duração
Maria Teresa, de 23 anos, é contratada como assistente de um colégio de elite em Buenos Aires. Enquanto a Argentina sofre os últimos momentos da ditadura militar, a direção da escola procura manter uma rotina de ensino tradicional e os alunos à parte da realidade do país. O supervisor chefe vê nela a funcionária que esperava e a instrui para ser o olho que tudo vê. Maria incorpora então o papel da vigilante deste mundo restrito e rigoroso, zelando avidamente pelo cumprimento das lei. Inspirado no romance “Ciencias Morales”, de Martín Kohan.
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Uma boa metáfora do rigor e moralismo da ditadura militar argentina a partir do regime disciplinar de uma escola tradicional. Valores que são aceitos mais por imposição e acomodação do que por convicção, deixando latente a possibilidade de transgredir e cortar as amarras deste modelo.
Lento, chato e vazio (sem história nem enredo). Sem nada interessante nos 30 min. iniciais (e depois pouco muda e nada acontece).
Marita estava era interessada no aluno. Por ela ser virgem, acaba assumindo uma postura de "pudica tarada".
A personagem é absolutamente sem graça (em nada emociona). A atriz, Julieta Zylberberg, é excelente ao conseguir dar vida a uma personagem que é um vegetal.
Quanto ao estupro,
não por ironia, o Sr. Biasutto ele ascende um cigarro e fuma no banheiro, o que era o que tanto Marita queria flagrar dos alunos.
Um filme inteiro, com mais de 1h30 para se resumir a cena
do estupro e a morte do estuprador (muito bem feita com uma lixa de unha metálica, que Marita sempre usava no trem, quando estava nervosa e ansiosa).
Ao final do filme, muito tempo investido para pouca coisa, poderiam ter investido na ditadura argentina. Mostrando como essa influenciou os costumes e a educação.
è necessário se esforçar muito para querer enxergar metáforas ou parábolas no filme. O Sr. Biasutto de fato representava o moralismo do regime militar, mas e Marita e sua família, o que representavam? E seus colegas???
Muita forçação para tentar achar algum sentido.
Apesar de estar longe dos melhores filmes portenhos, não é um filme ruim. Ainda que a metáfora do interno com o externo pudesse ter sido melhor trabalhada, O final do filme é perfeito quando analisado de forma metafórica, a grande derroca do moralismo! Nota 6,5.
Este olhar parece mais míope, só apertando os olhos e vigiando o aluno. Achei que forçaram a barra pra fazer uma analogia política (que não vingou), utilizando as regras e funcionamento da instituição de ensino com o cenário do regime ditatorial. Todavia, o filme explora muito mais a sexualidade da supervisora, com referência clara de "A Professora de Piano".
O que faz um moralismo exacerbado se no fundo todos temos desejos?