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Duração
A histórica cidade de Santos e o seu porto. Embarcações atracadas e o trabalho dos doqueiros: suas atividades e reivindicações. Navios ancorados em alto-mar. O comércio do café, que desde 1909 propiciou a Santos a sua riqueza. O transporte de sacas de café e o carregamento num caminhão. Crianças e senhoras recolhem grãos caídos no chão. Monumento em exaltação ao trabalho. O transporte de caiçaras, e a dificuldade de viver da pesca local. Destaque para mulato dançando, com sensualidade, a canção "Amante Latino" e outros homens jogando capoeira. O movimento noturno na zona de meretrício com prostitutas e luminosos de bares. Retorna o dia, e a rotina no porto recomeça.
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a restauração desse aqui ficou lindíssima. ótima escolha a fotografia em preto e branco, deixa um pouco mais atemporal. as filmagens do porto em si, dos grandes e pequenos navios, do maquinário e do mar são interessantes, mas nos ganha mesmo quando mostra as pessoas que vivem por lá, ouro
Não conhecia a filmografia como diretor do Raulino e, graças à exortação mui empolgada de um amigo, iniciei esta imersão de maneira intencionalmente acronológica, visto que este talvez seja o seu curta-metragem mais celebrado. Deparei-me com uma cópia magistralmente restaurada e com demonstração imediata do incrível talento do Aloysio como fotógrafo. O clímax musical, ao som de Sidney Magal, é ótimo, bem como o pedido das prostitutas do cais, que pedem que seja feito um filme sobre elas, mas há algo de exageradamente idealizado na exibição dos bares proletários e dos locais de diversão dos marinheiros, o que soou-me um tanto dissonante em relação à exposição extremamente realista do mar, dos navios parados e das rotinas grevistas em curso. Muito bonito, mas bem melhor fotografado que dirigido! (WPC>)
Em poucos minutos, com maestria e simplicidade, Raulino consegue mostrar imagens magnificas. Mostrar que ao redor desses grandes navios no porto de Santos jaz um povo brasileiro que apesar dos pesares sempre consegue manter um sorriso no rosto, mostrar que é persistente e que vive como pode. Mostrar uma visão poética de sorrisos, da dança, do trabalho... do Brasil!
Dezenove minutos e trinta e cinco segundos que fizeram meu dia.
muito além do caiçara dançando ''amante latino''.
Obra-prima. Um dos melhores (anti-)documentários que já vi.