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Maria do Socorro Nobre, presidiária em Salvador, lê na Veja uma matéria sobre o artista Franz Krajcberg, sobrevivente do Holocausto, bem como sua vida de superação no Brasil, dedicada às artes plásticas, cujo material principal é tronco queimado de árvore. Imediatamente, ela decide escrever uma carta para ele para mostrar sua admiração e identificação com seus sonhos e sua vida junto à natureza.
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Foi mal mas faltou contextualizar para eu conseguir achar toda essa nota média que deram.
Ganhou prêmio na França, Bélgica, EUA e até no tal de Brasilzão. Merecidamente! Meu coração foi aos pés e subiu de volta até a garganta, quase vomitei lágrimas, sinto-me honrado por ter apreciado esta obra máxima de Walter Salles que se inspirou aqui para fazer sua personagem Dora do nosso inesquecível e sagrado "Central do Brasil", é um grande privilégio saber que existem pessoas como o tão admirável polonês Frans Krajcberg, e que linda história sobre as cartas conectando o artista com a então presidiária Maria, que transborda lucidez e poesia sem pieguices ou apelações didáticas. Do isolamento nas florestas da Amazônia a um presídio feminino em Salvador, tudo machuca e ao mesmo tempo soa como verdades libertadoras, uma fusão de esperança em conjunto com o total pessimismo da solidão, "as pessoas só dão valor quando perdem".
"Eu vou fugir dessa Europa, dessa guerra,
dessa gente que gosta de se mostrar...
Eu sou um homem muito revoltado,
e a minha revolta é pra dar
um pouquinho mais de consciência.
Tô fazendo tudo com o meu trabalho
pra mostra a minha revolta.
A vida é um conjunto,
tudo nesta vida tem direito de existir." (Frans)
"Tô esperando juíz e Deus." (Maria)
E os takes rápidos nas paredes pichadas:
- Jamais vou esquecer que amei o homem errado.
- Você era feliz e não sabia?
Muito interessante... Porém não me pegou, acho que não tava num dia bom.
O documentário começa com a história ao mesmo tempo de tristeza e esperança de um sobrevivente do holocausto nazista que encontrou no Brasil uma razão para viver. Depois passa a retratar a figura da presidiária Socorro Nobre que com seus depoimentos expõe a dura rotina da carceragem. É um documentário muito bem dirigido, mas que também falha ao colocar as presidiárias como vítimas sem em nenhum momento revelar os motivos que as levaram a estar naquele lugar. Uma curiosidade: Socorro Nobre é a primeira pessoa que vemos em "Central do Brasil", dirigido também por Walter Salles, fazendo o papel de uma mulher que encomenda uma carta para o homem amado que está encarcerado.
Eu acho que senti o meu coração parar. Que obra mais linda!
É como escutamos algumas vezes e aqui faço uma paráfrase: pedaços de madeira queimada e morta, nas mãos do Krajcberg, viram esculturas; palavras e carisma, na boca da Socorro Nobre, são poesia; imagens, nas mãos de Walter Salles, são arte. Amor infinito por esse filme.
"Fiz tudo pra esquecer o meu passado, mas o passado está por dentro de mim, sem dúvida! Às vezes aparece. Às vezes, começa a chorar. Às vezes penso que não vale a pena continuar. Mas a vida continua." ♥