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Data de lançamento
5 Ago. 2022Duração
Naru é uma jovem guerreira altamente qualificada, desesperada para proteger seu povo do perigo iminente. Criada entre os maiores caçadores que vagavam pelas Grandes Planícies e confiante de que é tão capaz quanto os outros jovens caçadores, ela se propõe a proteger seu povo quando seu acampamento Comanche é ameaçado por uma criatura misteriosa. No mundo da Nação Comanche no início de 1700, munida com armas primitivas, Naru persegue e finalmente confronta seu inimigo, que acaba sendo um predador alienígena altamente evoluído, com um arsenal tecnologicamente avançado, resultando em um confronto brutal e aterrorizante entre os adversários. Protegendo seu povo do predador que caça humanos por esporte, lutando contra a natureza, colonizadores perigosos, entre outros desafios, a jovem corajosa possui a força para enfrentar o que for necessário para manter seu povo seguro
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Um bom filme.
⚠️ Alerta de Spoiler: Se você ainda não viu o filme, corre daqui.
Depois de anos vendo a franquia ser arrasada com adaptações humilhantes, experimentos caça-níqueis, comédias de mau gosto e desastres técnicos, parecia impossível resgatar a dignidade de um dos maiores personagens da ficção-científica. Mas "O Predador: A Presa", dirigido por Dan Trachtenberg, provou que tudo o que a franquia precisava não era de mais dinheiro, mas sim de respeito à essência do conceito original.
O trunfo do filme é a sua premissa enxuta e genialmente simples, que foge com coragem do visual terra arrasada dos filmes originais. O contraste brutal entre a tecnologia alienígena devastadora e a sobrevivência pura em estado primitivo dos índios foi uma das escolhas mais corajosas de todos os filmes da franquia. Afinal, de todas as ideias ruins que os últimos filmes tiveram, quem imaginou que algo assim daria certo?
Ambientado em 1719, o longa coloca um Predador jovem nas Grandes Planícies da América do Norte contra Naru (Amber Midthunder), uma jovem guerreira Comanche. O choque entre a máscara de osso do caçador e o machado amarrado na corda da indígena resgata na hora aquele espírito bom de gibi antigo de ficção-científica — uma história contida, direta e extremamente impactante. Uma criatura desconhecida, implacável, impiedosa, sem humanidade alguma, batendo de frente com uma jovem índia com armas primitivas. Esse tipo de premissa é de gibi; quem lia a antiga Aventuras & Ficção nos anos 80 sabe do que estou falando.
E numa época do cinema saturado por roteiros politizados cheios de lacração, que por questões ideológicas diminuem os personagens ao redor, "O Predador: A Caçada" dá uma aula de como construir uma heroína de verdade! Naru não é uma guerreira inquebrável por conveniência de roteiro. Sua força vem do mérito, da inteligência, da vontade e da capacidade de superação. Ela apanha, erra, é humilhada, mas aprende como a tecnologia do inimigo funciona e usa o cérebro e os instintos para virar o jogo. É a mesmíssima essência do Schwarzenegger em 1987 e do Danny Glover em 1990: a vitória do intelecto e da astúcia contra a força bruta e desproporcional.
Sem gordura, sem piadinhas fora de hora e com uma direção de arte impecável em locações reais, o filme entrega uma atmosfera séria, tensa e emocionante. Trachtenberg entendeu perfeitamente o legado das obras clássicas e provou que, quando há paixão e competência, ainda podem ser contadas muitas histórias sobre esse terrível caçador. "Prey " não apenas salvou a franquia do esquecimento, mas cravou seu lugar com honras ao lado dos melhores momentos da história do Predador no cinema.
O filme não é uma sequência que os fãs raiz queriam, mas é algo que aconteceria de forma natural. Infelizmente os interesses dos estúdios falaram mais alto nas últimas décadas. Todas as melhores ideias para a franquia ficaram nos anos 80 e 90. Quem na década de 80 não imaginou "Predador 2" com Schwarzenegger em vez do Danny Glover? Mas quem que viu a sequência de 1990 e não quis um filme com os dois atores? Quando quiseram resgatar os filmes, faltou conhecimento, capacidade e paixão para adaptar novamente.
O filme se consolida de verdade em suas sequências de ação e na evolução visceral da protagonista. Naru passa por um sufoco desgraçado. Ela é jogada no limite da sobrevivência: enfrenta ursos, escapa de lamaçais traçoeiros, tromba com a crueldade dos colonizadores franceses e assiste ao massacre de animais. Mas é no meio desse caos que o filme brilha. Entre tropeços, sorte e puro instinto, Naru para de fugir e passa a observar. Ela entende o comportamento da criatura, decifra os mecanismos de suas armas e percebe que a maior fraqueza do alienígena é sua própria arrogância.
A cena do confronto na névoa e o embate final na lama são momentos de pura tensão! O roteiro não esconde o desespero da caçada, mas entrega uma virada de chave espetacular quando a jovem indígena assume o controle do terreno. Ali, o jogo vira! A presa entende a lógica do caçador, e usa a tecnologia do alienígena contra ele mesmo, transformando o ambiente numa armadilha.
"O Predador: A Caçada", de Dan Trachtenberg, pode não ser o filme dos sonhos de quem ainda esperava a volta dos personagens marombados dos anos 80, mas é, sem dúvida, um baita filme de sobrevivência e uma das melhores coisas que já aconteceram ao universo do Predador. Me surpreendeu muito, e tem todo meu respeito e admiração.
P.S.:
A trajetória do Predador no cinema teria sido muito uma das melhores coisas do cinema de ficção se Hollywood tivesse olhado para as páginas dos quadrinhos da Dark Horse do final dos anos 80 e ao longo dos anos 90. Enquanto os estúdios batiam a cabeça sem saber o que fazer, os gibis já tinham entregue a fórmula perfeita:
A trilogia do Detetive Schaefer (irmão do Major Dutch Schwarzenegger) que começou em "Selva de Pedra" (4 edições, 1989) — a verdadeira base do tom urbano e visceral de Predador 2 (1990). Passou pelo frio congelante de "Guerra Fria" (4 edições, 1991) na Sibéria, e fechou com a busca obstinada em "Rio de Sangue" (4 edições, 1996) no regresso às selvas da Guatemala. Isso sem falar na sacada original da minissérie "Aliens vs. Predator" (4 edições, 1990), que colocou a colonizadora Machiko Noguchi entre duas raças mortais com uma seriedade brutal, muito antes das aberrações que fizeram nos anos 2000.
O cinema demorou mais de trinta anos para entender o que a gente já sabia nos gibi. O Predador não precisa de nome, histórinha e muitos efeitos, ele precisa apenas de uma caçada selvagem, inteligente e impiedosa, com alguém humano pra sofrer o inferno na suas mãos.
e um bom filme , no comeco e arrastado , o cenario e bonito, gostei da protagonista , so que o predador 1 e 2 e melhor e inquestionalvel
A mina com um machado e um caramelo bateu de frente com um Predador alienígena. Braba. Muito bom.
Como é que predador perde 50% do qi quando ta lutando contra a menininha rs, esse filme não faz sentido