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Nessa história baseada no conto de Cinderela, a órfã Connie Harding (Deanna Durbin) é levada para viver com um casal de tios ricos após sua formatura na escola, mas ela não é bem-vinda por sua prima Bárbara. Quando a família inteira é convidada para participar de um grande baile, Bárbara tenta fazer com que Connie seja forçada a ficar em casa. Com a ajuda de seu tio, que age como sua fada madrinha, Connie consegue comparecer ao baile e encontra seu príncipe encantado em Ted Drake (Robert Stack), o namorado de sua prima.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Este é o filme de Denna com terceira melhor nota no IMDB. Concordo em partes com a alta avaliação.
Trata-se de uma adaptação moderna de Cinderela, embora tal não seja explicitado no título ou no cartaz, sendo percebido apenas no decorrer do filme. E, sim, a forma como adaptaram e atualizaram a história foi ótima, principalmente na figura dos empregados da mansão. Entretanto, senti uma postura aparentemente conservadora nos subtextos da trama. Em primeiro lugar, uma defesa aparentemente patriarcal,
como se o senhor da casa, o homem, é o responsável por colocar a ordem e garantir o correto funcionamento do lar e, caso ausente-se, o caos reina, evidenciado isso pela forma como foi necessário que o pai colocasse ordem nas coisas.
Outra questão é o discurso de que a mulher não suporta viver sozinha, se tornando amargurada caso desista de um (bobo) amor juvenil para tentar viver por conta própria, sendo este discurso evidenciado ao longo do terceiro ato, e coroado com a belíssima ária de Madame Butterfly (como de praxe, todas as músicas dos filmes de Deanna são boas). Sinceramente, o destino de da personagem de Deanna ser viver o resto da vida solteira e amargurada porque decidiu ganhar o sustento por conta própria após acreditar não ter sido correspondida pelo PRIMEIRO AMOR (que, aliás, é um galã feio) é um discurso problemático. Ainda mais se considerarmos que o tal galã só despertou o interesse da garota por ser rico e popular.
Aliás, esse foi o primeiro beijo de Deanna na tela, apesar de alguns parzinhos românticos nos filmes Idade Perigosa e Louca por Música, Deanna ainda era adolescente e só aqui, já mais amadurecida, foi ter seu primeiro beijo, sendo tal um dos ditames na divulgação do filme, representado inclusive pelo título “Primeiro Amor”.
Temos aqui também a tradicional conclusão apressada. Não sei o motivo dos filmes de Hollywood dessa época terminarem logo após o clímax, não apresentando uma conclusão narrativa ou apressando a resolução da trama.
Bom, mas apesar da condução esquisita do terceiro ato, o resto do filme (e a presença de Deanna) são suficientes para relevar levemente esses problemas, não prejudicando o filme.
Nota: 8.6.
Bem fofinho, bem Cinderela.
Comédia musical da Universal Pictures indicado a 3 estatuetas no Oscar: melhor fotografia em preto e branco, melhor direção de arte em preto e branco e melhor trilha sonora original. O enredo do filme é uma variação moderna da história do conto de fadas Cinderela (ou "Gata Borralheira"), daí o título que o filme recebeu em Portugal.
Um dos primeiros filmes do diretor alemão Henry Koster (1905-1988) em Hollywood, onde faria carreira em seguida. A personagem de Deanna Durbin (1921-2013) dá sua data de nascimento como 4 de dezembro - a própria dela. A jovem atriz canadense recebeu seu primeiro beijo na tela de Robert Stack (1919-2003), que aqui surgiu em seu 1° filme; foi também a estréia de Lillian Bronson (1902-1995).
Não há absolutamente nada a ressentir no filme; é admiravelmente dirigido, escrito de maneira divertida e interpretado com imenso virtuosismo por um elenco excelente. Incrivelmente hábil em ser uma comédia maluca enquanto é quase vertiginosamente romântico, atingindo a nota certa em ambas as capacidades, apesar dos diálogos rápidos.