Quanto mais a protagonista desenha um objeto, mais a qualidade desses rabiscos evolui. Se um cachorro sai de três ou quatro círculos para um ser tridimensional, é porque ela se interessou em desenhar aquele cachorro mais vezes, em aumentar as relações com aquele ser. Mas ela não desenhou mil vezes o pai. Por mais que quisesse, o próprio pai a fez perder o interesse na própria figura.
Quando volta a encontrá-lo, percebeu que perdeu também a capacidade de enxergá-lo como alguém tridimensional. Isso porque a relação não foi construída, então não há profundidade, não há camadas. São os mesmos assuntos de anos atrás. É a mesma figura, exatamente como ela enxergava anos atrás.
Fica a constatação que até o título é uma ironia: "O Projeto do Meu Pai" é sobre os projetos pessoais do pai dela (casas, cachorros, motos…), ou sobre uma projeção de pai que ela tinha na mente? Lindo, lindo.
Quanto mais a protagonista desenha um objeto, mais a qualidade desses rabiscos evolui. Se um cachorro sai de três ou quatro círculos para um ser tridimensional, é porque ela se interessou em desenhar aquele cachorro mais vezes, em aumentar as relações com aquele ser. Mas ela não desenhou mil vezes o pai. Por mais que quisesse, o próprio pai a fez perder o interesse na própria figura.
Quando volta a encontrá-lo, percebeu que perdeu também a capacidade de enxergá-lo como alguém tridimensional. Isso porque a relação não foi construída, então não há profundidade, não há camadas. São os mesmos assuntos de anos atrás. É a mesma figura, exatamente como ela enxergava anos atrás.
Fica a constatação que até o título é uma ironia: "O Projeto do Meu Pai" é sobre os projetos pessoais do pai dela (casas, cachorros, motos…), ou sobre uma projeção de pai que ela tinha na mente? Lindo, lindo.
Singelo, cheio de significados e uma graça. A animação é muito original e narração é linda!