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Com entrevistas e imagens de arquivo, o documentário aborda as propagandas políticas que eram veiculadas no cinema e na televisão brasileira na década de 1960, principalmente nas telonas, em formato de curtas-metragem, enquanto a TV não se popularizava.
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O Prólogo é um os melhores documentos do período pré-64. A direção do filme consegue magistralmente capturar as ambiguidades e as ambivalências de um período tão difícil e conturbado na política brasileira, sem que isso se transforme em um assunto moralista para caçar reputações de pessoas que, ainda que indiretamente, apoiaram o golpe militar. A tentativa de entender um momento, mais do que condenar, amplia as possibilidades do filme e nos faz ver como nosso futuro repete aquele período de tanta polarização. A ideia de entrevistar aqueles que participaram dos tais filmes publicitários financiados por empresários contra o governo Jânio e Jango nos faz rever como, em todo período político, há muito mais que apenas está de um lado ou outro, assim como entrevistar os filhos dessas pessoas nos faz ver como a história faz curvas muito inesperadas.
Entretanto, o filme também é mordaz em criticar este grupo de tecnocratas que foram responsáveis sim por um dos momentos mais sombrios da nossa história, ao "impedir o privilégio dessas pessoas não pensarem nesse assunto".
Um belo documentário!
Um os melhores documentários sobre o pré-golpe de 64. Sem buscar um revanchismo ou a planificação da história através de um passado distante, o filme busca as contradições do período e das pessoas que ali viveram, convidando produtores, cineastas, locutores, ou seus filhos, para reverem os chamados "cinejornais" produzidos para exibição nos cinemas. Estes cinejornais, quase sempre com trilha sonora ufanista e tratando de causas nacionais amplas como "consciência do voto, defesa da nação, na verdade, eram contratados por empresários que visavam "enfraquecer" as pautas progressistas de Jânio e Jango. A tentativa de entender as ambivalências de um momento tão efervescente na política brasileira serve de um enorme exercício de consciência para a contemporaneidade e, se visto por mais gente em seu lançamento em 2013, talvez tivesse evitado algumas das tragédias que vivemos na atualidade.
Como o próprio diretor diz em determinado momento: "o filme retira o direito dessas pessoas de esquecer de seus passados".
Simplesmente sensacional!