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Data de lançamento
10 Abril 2024Duração
Quando Jennifer Pan liga para a polícia para comunicar um atentado contra seus pais, ela acaba se tornando o foco deste fascinante caso criminal.
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É incrível a capacidade da Netflix conseguir estragar todos aqueles documentários que tenta produzir.
Tem em mãos uma história que poderia render um dos grandes documentários do ano,mas temos uma direção ruim e principalmente uma edição que consegue atrapalhar todo um andamento de algo muito importante. Consegue confundir o espectador mais do que ajudar em alguma coisa.
>Assistido em 07 de Agosto de 2026
Tem vídeos no Youtube melhores que esse "documentário".
Esse caso é chocante, os pais de Jennifer só queria o melhor pra ela. E ela continua alegando inocência até hoje, estou perplexa.
O documentário em si é curto e rápido de assistir, o que é bom.
Óbvio que ao assistir este documentário, somos imediatamente remetidos à "nossa" Jennifer, o caso de Suzanne Richtofen. A coincidência é ainda mais curiosa, quando até o namorado cúmplice tem o mesmo nome, Daniel.
Carece de ritmo, e se restringe quase que à depoimentos bastante repetitivos, focando mais no trabalho da polícia em fazer Jennifer confessar, do que se aprofundar em uma análise da personalidade dos envolvidos e, principalmente, da protagonista.
Já vi vários episódios do canal Discovery ID, nos EUA este tipo de crime é mais comum, e ganham narrativas de 40 minutos. Acho que não há material e nem houve aprofundamento para um documentário de uma hora e meia
Alguns crimes parecem ter nascido para virar manchete, mas não necessariamente para virar documentário. What Jennifer Did se esforça em vestir o rótulo de “história fascinante”, mas o que entrega é um true crime fast food, consumido rápido e esquecido mais rápido ainda.
O caso em si é brutal: Jennifer Pan, filha de imigrantes vietnamitas no Canadá, planejou a execução dos pais. A mãe morreu, o pai sobreviveu a um tiro no olho. Uma história de mentira em cascata — forjando uma vida acadêmica, inventando diplomas, escondendo um namoro tóxico — que culmina no pior tipo de tragédia familiar. E ainda assim, o documentário não consegue escapar da sensação de que talvez este seja apenas mais um caso para noticiário policial, inflado à força em um longa-metragem.
Parte do problema está na forma: reencenações artificiais, ângulos estranhos nos depoimentos, cenários que parecem falsos até quando mostram a delegacia. O filme se vicia na encenação e esquece da análise. Jennifer, personagem central, aparece como uma sombra: não há reflexão psicológica, nem entrevistas que aprofundem sua frieza calculada. Se o interesse do público está na personalidade dessa “Suzane von Richthofen vietnamita”, o doc nunca tem coragem de investigá-la além da superfície.
O que sobra, então, é a performance da polícia — o passo a passo da investigação, o cerco psicológico que levou à confissão. Um procedural burocrático, sem carisma, filmado como um episódio alongado de TV ruim. Terminei com a sensação amarga de que todo país tem sua Suzane, mas nem toda Suzane merece um documentário.