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Data de lançamento
25 Jan. 1990Duração
O segundo longa metragem de Jorg Buttegereit tem como protagonista principal a morte, naquele que é um dos temas recorrentes de todos os seus filmes. Uma menina vai escrevendo o seu diário "Der Todesking" ao longo de sete episódios que percorrem os sete dias da semana, intercalados pela imagem perturbadora de um cadáver flutuando que se vai decompondo. O poder da transgressão e da provocação assente nos fantasmas e receios mais profundos do ser humano.
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- sinceramente, esperava bem mais
- não é ruim, tem alguns segmentos legais até, mas assisti pela lista do getro dos filmes mais perturbadores e esse é bem de boa até
- para o ano que foi feito é até transgressor e trás assuntos tabus a pauta, mas nada tão chocante
- apesar da estética quase que amadora, é bem filmado
Achei um porre e não gostei de nenhuma das 7 histórias da antologia, inclusive uma das piores antologias que já vi.
Sete histórias com a morte como tema principal, cada uma se passando em um dia da semana e a maioria sem ligação entre si.
Achei muito bem feito. Gosto do fato das histórias serem recortes simples na vida daquelas pessoas, não há grandes explicações por trás de tudo que acontece - até porque dificilmente conseguiriam aprofundar bem, mas ainda sim o filme consegue prender a atenção e até gerar empatia em vários seguimentos.
Sobre as histórias, acho que a minha preferida foi a de quinta-feira (da ponte) justamente por ser a mais diferente dali. A de domingo talvez seja a mais pesada (e combina bem com a aura desse dia da semana) e visceral, seguida pela de segunda-feira que choca pela simplicidade.
Não é graficamente pesado (nada que já não tenha sido mostrado de forma mais explícita em um filme do tarantino por exemplo - com excessão do cadáver) mas tem um clima caregado. Muito bom, mas não é pra todo mundo.
Evito cair no mérito de dizer o que é bom ou ruim. São sete segmentos simples amarrados por um oitavo que demonstra a degradação biológica de um corpo ao som de uma trilha que lembra muito as trilhas do Golden Axe do Mega Drive.
Cada curta um dia da semana. Talvez a ideia fosse demonstrar que a morte é uma sentença corriqueira. Ou não? Não sabemos, o problema de filmes nesse segmento é que nunca se pressupõe um pressuposto - tudo é nada - então, caímos no abismo do abstrato.
Mas a morte é concreta.
Precisa,
tão precisa quantos os pés sujos no curta "Sexta-feira". Delinear o espectro niilista na obra é chover no molhado, entretanto - embora eu ache tudo muito duvidoso e questionável, eu tenho que admitir que o curta "Quinta-feira" é fantástico, sinceramente, na mão do CVV esse curta-metragem iria ser prêmio. A melancolia em vastidão espacial é sentida via do intertextualidade póstuma.
Filme para poucos. Pra quem curte cinema perturbador é uma peça imperdível, PORÉM quem não estiver bem emocional e psicologicamente passe bem longe!
Depressivo pra cacete, consegue despertar gatilhos (em relação ao suícidio).
Todos os contos carregam uma carga dramática, mas na minha opinião nada me impactou mais que o conto da quinta-feira, da ponte.