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A série trabalha com um modelo de esquete. As piadas são pautadas em referências contemporâneas, e existe um fio narrativo; pobre, mas existe. É óbvio, mas é isso, em "Todo Mundo em Pânico" (2026) a fórmula, adotada e replicada pelos irmãos Wayans, é repetida — e até com certa maestria — e as piadas dependem exclusivamente da recepção; talvez como toda piada.
Assisti-o novamente, após ver um YouTuber fazer a análise, na expectativa de entendê-lo. Bem, continuo achando pretensioso, excessivo e débil em sua crítica. O tom surrealista da obra não se cria na estética, mas na incompetência narrativa aportada por uma direção preguiçosa e sua montagem desleixada.
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eu tbm
Uma coisa me incomoda em Spider Noir, o malabarismo — arte burocrática — para desvincilhar da marca original homem-aranha. Mas não é como se isso atrapalhasse a obra, nós sabemos que ele é um dos milhões de homens-aranha que existem no universo Marvel. A série é divertida, especialmente por não tentar se levar a sério demais, e o Nicolas Cage se encontrou no personagem; o Spider tem toques kafkianos, a insistência na humanização é fundamental nos embates morais que persegue o homem-aranha. Eu não sei, mas o comprimisso do ator com o projeto rendeu um resultado bem satistafório; entretanto, o que me deixou em dúvida é se voltaremos a ver o ator como Spider.