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O problema de Evil Dead Burn (2026) permeia a trilogia que surgiu para modernizar a franquia. Distantes de ser considerados filmes ruins, entretanto são questionáveis dentro da mitologia originada em Evil Dead 2 (1987). Posso estar enganado, mas parece que esses três últimos filmes (Evil Dead; Evil Dead Rise e Evil Dead Burn) partilham de uma mesma estruturação de personagem principal: são três mulheres com problemas emocionais afetivos, variados de péssimas relações interpessoais e dependência química.
Isso não significa muito, todavia esclarece um modelo, chato até certo ponto, que imobilizou os três filmes, tornando-os obras distantes da original, o que é bom para a identidade dos filmes, entretanto, acercadas por vícios contemporâneos, vide essa insistência em abandonar o fantástico. Embora certas obras nunca ajam de forma autônoma, que é o caso de Evil Dead Burn, a busca por um real, dentro desse perímetro que o fantástico delimita, nem sempre convence, o que resulta nessa estetização contemporânea: Evil Dead, Invocação do Mal, A Maldição da Múmia, Baghead, entre outros muitos filmes, partilham dos mesmos vícios.
Talvez fosse melhor abraçar a loucura de Evil Dead 2 e mesclá-la com essa adaptação do universo que, embora muito mais sombrio e violento, ainda tenta se mostra muito mais próximo de um mundo real — vício nessa estética do terror moderno — do que da mitologia que o originou, dessa forma Evil Dead (2013; 2023 e 2026) já demonstra cansaço e desgaste.
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Bons filmes!
Equipe Filmow
Mais um filme meia-boca para rentabilizar em cima da sistemática revolução cultural identitária. Ao terminar, surgiu-me um questionamento: como fortuna crítica, em que essa obra acrescenta? E sinceramente, com exceção do esvaziamento da materialidade jurídica — essa já muito bem debatida no documentário de 2021 —, a obra é uma piada cínica e abstrata, afinal, distante daquilo que já sabemos. As liberdades — dadas pela linguagem cinematográfica — resultaram em inúmeros parênteses sobre o porquê de a autora do crime dever ser canonizada como uma anti-heroína que luta contra um sistema judiciário elitista (o que tem muita verdade sim) e contra o machismo maquiavélico (o que também tem um pouco de verdade). Eu acredito na violência mítica, sobretudo quando a justiça tensiona as próprias estruturas para ou validar um poder, ou substituí-lo. Mas, embora isso esteja aberto a discussão, não podemos deixar passar batido frases do tipo "Antes Elize do que uma Eliza!", que parecem desvirtuar qualquer embate político para assim guiá-lo a um campo cultural permeado de proposições restritas e alegóricas a resoluções simplistas.