Kleberson
34 years
(🇧🇷 BRA)
Usuário desde Setembro de 2010
Ver mais
Grau de compatibilidade cinéfila
Baseado em 0 avaliações em comum


Últimas opiniões enviadas

Kleberson
4 dias atrás

Comecei a assistir Shameless por conta de um corte que vi na internet e, bem, acabei terminando a série. Ao longo de 11 temporadas, temos em foco a família Gallagher — modelada para ser um arquétipo do malandro norte-americano. Acredito que, se você chegou até aqui, a décima primeira temporada, a família em si é a coisa menos relevante enquanto mero drama doméstico, afinal ela é a força que engrena os conflitos de fundo. Precisamos ressaltar que a série — que nasce com a proposta de localizar a homônima série britânica (não assisti à série original, mas, pelo que li por aí, elas assumem o próprio caminho a partir da segunda temporada, tornando-se independentes) — tensiona um contexto social e geográfico que às vezes nos é apresentado de forma plástica pela cultura estadunidense. Shameless é sobre uma família, descendente de imigrantes irlandeses, estabelecida na região sul de Chicago (um dos principais polos industriais dos Estados Unidos), delimitando a zona sul como palco dos conflitos sociais que articulam as narrativas. A diversidade econômica e cultural da região é excelente para desenvolver a trama, que tem como alicerce uma urgência, dentro de um viés economicista, de sobrevivência. Analisando resumidamente, todos os problemas da família Gallagher giram em torno de questões financeiras, o que acaba guiando-os para espirais viciosas (o sexo, as bebidas, as drogas e os crimes, que em tese são a válvula de escape, tornam-se características que moldam a identidade deles). No resumo, com altos e baixos, Shameless é um retrato dos distritos pobres — operários —, uma metonímia dos altos e baixos econômicos, sufocado pelos vícios como se reconstituísse de forma autêntica e pós-moderna os espaços sociais retratados em A Selva (1905), de Upton Sinclair. A gentrificação, a decadência pós-Covid, a especulação imobiliária, o deslocamento cultural identitário e a saúde como um fetiche econômico: tudo isso amarra uma densa narrativa que se inicia a partir de Frank Gallagher — alcoólatra, viciado, irresponsável, golpista, preguiçoso e um dos piores pais da história do audiovisual — com o seu monólogo que introduz o espectador à degradação do estilo de vida americano, e encerra-se com o mesmo Frank Gallagher, com o mesmo monólogo, agora retificado, despedindo-se do espectador com a antítese do machadianismo:

“Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” (1881).

Kleberson
1 semana atrás

Será que é o fim mesmo?

Kleberson
2 semanas atrás

Acho que o maior problema deste filme é tentar ser um Terrifier. Não, não é questão do gore, afinal isso já é uma assinatura de Eli Roth, mas o tom de aventura — ditado pelo núcleo de personagens jovens — aproxima-se muito de Terrifier 2, o que não dá para entender muito bem, afinal, assim como a sua possível inspiração, o filme é rápido e não está tão interessado em explicar o universo do sorveteiro. Possivelmente, a ideia central seria fazer uma franquia, mas como o filme acabou bombando, ficaremos com o Terrifier wanna be com o seu próprio vilão mudo expressivo.

  • Filmow 3 semanas atrás

    O novo app do Filmow é oficial!

    Olá, cinéfilo!

    Depois de 2 meses em beta, o novo app do Filmow agora é oficial e 100% funcional.

    Baixe aqui:
    Android: https://filmow.s.gy/vIEnVo
    iPhone: https://filmow.s.gy/esyxMU

    Queremos ouvir você: gostou? O que falta? Como melhoramos?

    Chama no WhatsApp +55 11 97103-8686 ou avalia direto na loja.

    Bons filmes!
    Equipe Filmow

  • Breno 1 ano atrás
    Usuário temporariamente bloqueado por infringir os termos de uso do Filmow.
  • Breno 2 anos atrás
    Usuário temporariamente bloqueado por infringir os termos de uso do Filmow.