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Duração
Numa aldeia de pescadores de xeréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. Firmino (Antônio Pitanga) é um antigo morador, que foi para Salvador na tentativa de escapar da pobreza. Ao retornar ele sente atração por Cota (Luíza Maranhão), ao mesmo tempo em que não consegue esquecer sua antiga paixão, Naína (Lucy Carvalho), que, por sua vez, gosta de Aruã (Aldo Teixeira). Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido. O alvo termina sendo a própria aldeia, que passa a ser impedida de pescar.
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Segundo longa-metragem do Glauber que eu assisto. O Cinema Novo é um movimento para se apreciar com calma, com paciência, pois nem todo filme brasileiro é de fácil digestão.
A dogmatização sendo a religiosa, como no filme, ou qualquer outra que seja, é um câncer, o pauperismo da independência social e intelectual.
Uma síntese de crenças e valores na cultura brasileira, principalmente pautada na história da influência africana. Ao mesmo tempo, ficou interessante a temática voltada aos conflitos entre a ciência/racionalidade em contraposição ao domínio da religião. Talvez Firmino seja justamente esse "racionalidade".
Alguma coisa soa fora do tom aqui, não sei exatamente precisar o que.
Ao mesmo tempo que o Firmino é descaradamente um invejoso que tenta sabotar a vida que se vive na vila, me parece também que o Candomblé e seus religiosos são mostrados como retrógrados/inocentes demais.
As imagens, ao contrário, são preciosas. O contraste do mar com a areia com a pele dos personagens com suas roupas brancas é o ponto forte do filme. O barravento realmente traz uma ideia de devastação.
Desequilibrado e visualmente bem feito esse começo de carreira do Glauber. Combina com o resto.
Pra quem gostou, recomendo O menino e o vento. Vejo que utiliza o vento de uma maneira melhor e mais arrebatadora ainda.
- mostra de forma bem bonita e respeitosa como o candomblé era parte intrínseca da vida daquele povoado
- firmino tem todos seus defeitos, mas me identifico mais com a visão dele
- acima de tudo, a luta de um povo pela sua vida. livres e sem depender da ganancia do home branco
Filme com enredo confuso e atuações sofríveis!