Três adolescentes moram próximas de um grande rio na Índia. Harriet é a mais velha de uma família de ingleses; Valerie é a única filha de um industrial norte-americano; e Melanie, tem um pai americano e uma mãe indiana. Um dia, um homem aparece e se torna o primeiro amor das três.
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O filme que indiretamente iniciou a carreira de Satyajit Ray.
Por obras assim que eu digo que o cinema é uma verdadeira arte. Com um roteiro sublime, o filme traz a Índia não apenas como um mero cenário, ela é a conexão de todos os fios que une as classes, personagens e a cultura indiana, sendo assumidamente um filme estrangeiro.
As cores explodem na tela como pinturas (Jean Renoir é filho de Pierre-Auguste Renoir, isso não poderia ser diferente), visualmente impactante.
É tudo tão belo e fascinante, tanto quanto o som da flauta que encanta as serpentes.
Muito bonito em termos estéticos mas confesso que Renoir um tanto novelesco não me empolgou tanto assim. Tem alguns momentos bonitos da cultura indiana mas o romance em si me deu sono.
Gostei da forma como o filme reverencia a cultura indiana sem imposição dos valores ocidentais. A cultura hindu prega - entre outras coisas - a aceitação das tragédias em nossas vidas, porém...
[/spoiler] achei os parentes (o pai,mãe e a irmã) do garotinho que morreu picado pela naja muito irresponsáveis, em não velar as ações do mesmo. Aceitação da dor, sim! Mas fazer de tudo em nossas vidas para evitá-las.
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"Mas enquanto A regra do jogo era uma louca desordem, uma farândola conduzida num ritmo endiabrado nos corredores de um castelo, e que terminava com um cadáver absurdo, O rio sagrado é todo o oposto dessa agitação cômica e macabra, uma obra depurada ao extremo, nos confins do tempo. O que acontece ao herói é uma modulação quase imperceptível de uma eternidade subjacente. Os pântanos de Sologne refletiam a silhueta picaresca dos convidados do fim de semana. As águas do rio sagrado não refletem nada, serenas e majestosas elas fluem sem mudar, lavando o homem das suas máculas e misturando as cinzas com seu lodo". – André Bazin, Uma pura obra-prima, traduzido por Mário Alves Coutinho.
"O Rio Sagrado" ou Jean Renoir encontra Heráclito de Éfeso. Um filme infindável que incorpora por completo as possibilidades da imagem plástica e sonora na elaboração de um universo inesquecível, assim como aquelas cores.