As aventuras de Pedrinho e suas tentativas de capturar o endiabrado Saci, que depois irá ajudar a desfazer a bruxaria da Cuca, tudo com a ajuda de Emília e Narizinho do Sítio do Pica-Pau Amarelo, onde vivem Dona Benta e Tia Anastácia. Primeira adaptação para o cinema da história clássica de Monteiro Lobato.
O filme foi exibido no Festival Internacional do IV Centenário da Cidade de São Paulo (1954) e no Festival de Cinema de Veneza (1954).
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Este filme é de 1953, e não de 1951, como consta aqui no Filmow.
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Visto em 22/05/2024
O Saci é uma das figuras folclóricas mais emblemáticas do nosso país, arrisco dizer que é possivelmente a mais popular. O Saci esteve presente na mitologia indígena, e também se tornaria presente na mitologia dos africanos trazidos para cá, tornando-se com o passar dos tempos, um símbolo de liberdade. Controlando os ventos em seu redemoinho, o Saci mostra controlar o que o homem não é, ou pelo menos não era, capaz de guiar, prender ou ter total controle. O Saci é livre e, sobretudo, BRASILEIRO!
Filme simples, porém extremamente importante para a história do nosso cinema. O primeiro filme infantil do nosso país, algo com esse peso deveria ser visto com mais valor. Pode ser datado, mas não podemos analisar pontuando coisas da nossa época, e sim colocando em nossas cabeças a época em que o filme foi realizado e todas as suas limitações, sejam elas técnicas ou até mesmo costumes sociais da época que se refletem aqui.
Como eu já disse, é uma história simples, não tem muito o que comentar. Diverte, passa sua mensagem para as crianças e é muito lindo.
Esse foi o primeiro filme infantil brasileiro e também o pioneiro em adaptar a obra de Monteiro Lobato. A adaptação é fiel à sua origem literária, embora algumas coisas não convençam muito hoje em dia como a caracterização dos sacis e da Cuca. A boneca Emília não tem quase nenhuma participação na história e não vemos o Visconde de Sabugosa nela. Algo que também aconteceu na obra original. Não chega a ser um trabalho tão memorável como as adaptações do Sítio feitas para a televisão, mas é uma obra bem dirigida que traz uma carga de inocência que não se vê mais nas produções infantis atuais.
Tem simplicidade tocante, sem o artificialismo das produções atuais que mascaram muito a essência das obras, a trilha sonora é lindíssima, além de uma Emília muito carismática
Faltou só o Visconde e seria legal projeto de colorização do filme.
Poxa, se pra mim foi encantador hoje, imagina nos idos de 1951...