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Data de lançamento
20 Maio 2014Duração
Na ilha de Amami, os habitantes vivem em harmonia com a natureza e creem que um deus habita em cada árvore, cada pedra e cada planta. Numa noite de verão, Kaito descobre o corpo de um homem no mar, e sua amiga Kyoko vai ajudá-lo a desvendar este mistério. Juntos, aprendem a ser adultos e descobrem os ciclos da vida, da morte e do amor...
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- filme de amadurecimento japonês é diferenciado, não tem jeito
- linda demais toda a abordagem do filme, como trata a morte de forma natural, fazendo parte do ciclo da vida, eles cantando para a mulher, que cena
- muito bonito também o relacionamento de kaito e kyoko, como crescem e se descobrem juntos, principalmente kaito, todo calado e fechado, tinha muitos problemas com os pais e tals
- fotografia toda muito bem feita, mas a cena final.. uma beleza! ainda mais com a narração do velho pescador lá
Traz os costumes locais e todas suas tradições e se torna interessante a partir disso.A narrativa promove muito pouco e a interação entre os personagens também.Vale muito pelos belos lugares percorridos.
>Assistido em 27 de Abril de 2025
A cena do ritual de morte é impressionante, não tem como não chorar.
O Segredo das Águas - 2014 - JPN - 🎥Direção: Naomi Kawase - visto no dia 17.06.23
Gostei bastante do filme. De uma belíssima simplicidade, belo, poético, melancólico, que retrata a história de pessoas simples e comuns em uma ilha japonesa chamada Amami-Oshima. Fala das tradições do lugar como a música, dança (como a dança da primavera, dança de agosto), tradições sobre a natureza e além de reflexões sobre a vida, morte, que permeia ao longo da história. Primeiro tentam desvendar o mistério de um
corpo encontrado no mar e a história foca em dois adolescentes
Nota: 8,0
A vida começa e inicia na água, e é do mistério da vida que o filme se alimenta, criando aos poucos uma série de referências humanas.
A diretora Naomi Kawase não tem nenhum roteiro poderoso em mãos, o que torna o filme um pouco cansativo. Mas tem amadurecido na mente o poder da sua narração. Ao trazer elementos como doença, casamento, relações familiares, choques geracionais, sexo, a salada de frutas toda não parece excessiva, e sim enriquecedora. É humano, demasiado humano.
Por conta de não ser tão longo, é até bonito de ver, e também não é apressado. Acredito que faltou um apuro melhor nas atuações, grande parte dos conflitos foram expostos demais, de forma didática e literal, e não precisava ser assim para um filme que é essencialmente metafórico e contemplativo.
De todo o modo, não é preciso mergulhar nas profundezas para perceber que o mistério se encontra no simples ato de sermos humano. É só contemplar os dramas do filme (todos já vistos em filmes anteriores, sem nenhuma novidade aqui) e se deixar levar pela fluidez das águas do cinema.
Poderia ser bem mais, no entanto, é um filme simples, que não espera inventar a roda. No final das contas, o saldo é positivo, e a cena final retornando às águas, com a narração e os personagens jovens enquadrados, mostra o eterno ciclo da vida, e funciona muito bem. Assim, há aqui todos os elementos necessários (começo, meio, fim e propósito) que fazem "Still the water" ser, ao menos, um ótimo passatempo e muito bonito de se ver.