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Data de lançamento
22 Nov. 2018Duração
O tímido estudante de cinema Davi (Nicolas Prattes) esconde um passado sombrio. Ele acaba se transformando num serial killer que fica famoso por filmar as vítimas e colocar na internet. À medida que as mortes acontecem, o seu segredo fica ainda mais ameaçado.
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Davi já demonstrava sinais desde cedo. O ódio pelo pai era nítido, e o desenho só confirmou o que ele colocaria em prática assim que possível. O fato de sua mãe presenciar tudo em uma capela, só reforçou para que a mesma viesse a tirar a própria vida nos anos que antecederam a morte de seu esposo, por mais que ele não fosse um bom sujeito. A atuação de Nicolas Prattes em "O Segredo de Davi" é louvável, executa com excelência seu papel inspirado em um Serial Killer e a caracterização de Neusa Maria Faro, no papel de Maria, vizinha de Davi, é absurda de tão boa, além de ser bem trabalhada e executada. [spoiler][/spoiler]
Achei bem interessante. Shipei o Davi com o " amigo " o filme todo kkkkk
Traz um ritmo super lento e nada de novidade.Tenta chamar atenção com suspense pouco desenvolvido e poucos personagens interessantes.
>Assistido em 10 de Março de 2025
O SEGREDO DE DAVI
Direção: Diego Freitas
Ano: 2018
Assistido em: 08/02/2025
O cinema nacional é um caso complicado. Fazer filmes por aqui é pelo menos dez vezes mais difícil do que em qualquer outro lugar do mundo. E muito mais difícil é fazer algo que não seja alguma comédia horrorosa com o humorista sem talento do mês. Mas, como dessa vez me deparei com um suspense sobre um jovem serial killer, não pensei duas vezes e decidi dar uma oportunidade. No entanto, nem com toda boa vontade dá para ignorar alguns gravíssimos problemas que esse filme tem.
Davi é um estudante de cinema introspectivo e solitário que esconde um lado sombrio. Ele é um assassino em série que documenta suas próprias execuções como parte de um projeto pessoal. Enquanto tenta levar uma vida aparentemente normal, Davi começa a ser assombrado por visões do passado e memórias reprimidas de sua infância traumática.
De longe, o maior empecilho para esse filme ser bom foi o roteiro, que é muito simplório e bobinho, ele parece não saber o que quer, demora demais para introduzir o personagem, fica andando de um lado para o outro sem nos dizer de verdade quem é esse Davi e o que ele faz. Quando as respostas vêm, chegam de um jeito apático, insosso, do tipo: "Ah, tá, então é isso? Tá bom, ok. Pensei que poderia ser algo melhor."
Outra questão é que serial killers não devem ser glorificados, não devem ser tratados como seres superinteligentes, mas aqui o Davi é muito burro. Ele faz um monte de besteiras, e as vítimas dele caem no papinho de uma forma tão ingênua que é impossível não perceber que esse garoto tem problemas. Ainda assim, as pessoas se deixam enganar por ele. Pensei que, na década de 2010, as pessoas fossem mais espertas do que seriam na década de 1970, quando houve o auge dos serial killers, mas, segundo esse filme, não: todo mundo continua facilmente manipulável.
Eu não assisto TV aberta há muitos e muitos anos. Só conhecia o Nicolas Prattes pelos sites de notícias sobre a vida dos famosos e, obviamente, pelo fato de ele ser um grande gostoso. E é ele quem dá o mínimo de dignidade para a história, já que dá para perceber o talento do rapaz. Uma pena que a direção não ofereça para ele condições para a criação de um personagem, nem de roteiro, nem de condução.
Filmes como O Segredo de Davi, a trilogia sobre o caso Richthofen (2021-2023) ou O Maníaco do Parque (2024) escancaram a deficiência que o Brasil tem quando o assunto é dramatizar true crime, o qualquer coisa que se assemelhe a isso. É tudo muito amador, tudo muito conservador. Engraçado é que o brasileiro ama consumir esse tipo de produção vinda do exterior, mas é cheio de pudores quando são histórias nacionais. Qual seria o problema da Globo mostrar esse jovem como um serial killer daqueles mais sádicos, cruéis e perturbadores possível? Isso, sem sombra de dúvida, geraria um filme muito mais interessante, debatível e instigante de se acompanhar. Ao invés disso, entregaram uma água de salsicha que deu um sono desgraçado e que, a partir da primeira hora, já me deixou desesperado para que acabasse o mais rápido possível para que eu pudesse dormir.
O roteiro é bem interessante, embora americanizado. Tende mais para o realismo fantástico, que alguns autores de novelas já fazem, mas para o cinema, sem um contexto acaba se tornando enfadonho, mas é um bom filme.