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"Um dia, todo filho tem de enfrentar uma triste tarefa: enterrar o pai. Este é o principal e único acontecimento deste filme, mas que é relatado em cada detalhe, com simplicidade épica." Desta maneira o cineasta russo Sokurov define "O Segundo Círculo", obra que traz à tona muitas das conexões perdidas em nossa vida, o esvaziamento que atingiu os antigos rituais que em um passado recente ainda guardavam seus conteúdos e significados. A herança que o filho vai receber do pai é da mesma ordem da que nos foi imposta por nossos antepassados: um punhado de falsas relíquias que desesperadamente tentamos usar para resumir toda uma existência, trágicas conseqüências das desilusões históricas em nossa civilização.
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Achei uma estória simples e um filme muito cansativo . E este não tem as belas imagens de tantos outros filmes do diretor . Filme regular .
Segundo Círculo do Sokurov é um sonífero poderoso (nada de maracujina ou fitoterápicos, tarja preta mesmo!) que foi uma incrível decepção para mim. Com o Sokurov já tive reações das mais diversas, adoro Fausto mas detestei Pai e Filho...
Mas Segundo Círculo superou todas as expectativas negativas possíveis. Será que não dava para fazer algo menos cansativo com uma estória razoavelmente promissora? Chatíssimo.
Deus! Como sofri diante desse filme! cada minuto, segundo. Dos três filmes que vi do Sokurov este me foi o mais cruel, o que mais me quebrou por dentro. Tão quebrado como os cacos pelo chão da casa do moribundo.
Narrativa aparentemente simples - focando apenas o funeral do pai - mas que na câmera de Sokurov somos lançados num profundo abismo. Silencioso, gelado como o frio da Rússia, o silêncio neste filme fala (e muito!), as imagens falam, fazendo ser dispensável qualquer trilha sonora (e só há uma sinfonia apenas no final). Tudo aqui é oniricidade, é cosmicidade.
E quanto à morte, ah! esse filme toca na camada do instante da morte! (há uma possibilidade de discussão, dentro dos estudos sobre a Morte, para o que chamam de "Economia da Morte", a partir dos momentos da decisão de como enterrar o morto e da moça ávida pelo pagamento dos serviços funerais).
Mais do que em PAI E FILHO, esse filme traz muito de filósofos como Gaston Bachelard e Martin Heidegger (muito mesmo!) além de deixar qualquer um em estado agônico. Por isso, é mais-que-favorito esse filme para mim!
Morbidamente belo!
Frio, silencioso, escuro e longo, como a Rússia. Mas ainda guarda algumas nuanças em si. Não pretende ser nada mais do que é, e, ao fazer isso, consegue, paradoxalmente, ser pretensioso.