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Duração
A vida de uma garota que nasceu numa vila de operários de uma mina e tem que aprender a lidar com sucessivas perdas. Com o fim da mineração, o local se transforma em uma cidade-fantasma. Sem ter para onde ir, ela e seu cachorro são os únicos que não abandonam o lugar, até que o rompimento de uma barragem dizima a região. Após perder todos os seus mundos, Kaylane insiste em sobreviver e resistir. Um filme sobre crescer e sonhar em meio à poeira, à lama e ao silêncio.
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O Silêncio das Ostras cumpre o papel mais nobre da arte engajada: o de funcionar como um manifesto contra o esquecimento. Em tempos onde tragédias ambientais correm o risco de virar apenas estatística ou rotina nos telejornais, o filme obriga o espectador a encarar a lama de frente. É uma obra essencial, corajosa e esteticamente refinada do cinema brasileiro contemporâneo, recomendada para quem aprecia um cinema de forte cunho político, social e poético.
Duro e sensível.
- barbara colen, a atriz que você é! sensacional!
- por ser de minas, eu já estava imaginando que o filme se passava no estado por alguns motivos, e toda a trama e os personagens já tinham me conquistado completamente, mas quando revela o local exato e o acontecimento.. PQP!
- por mais filmes assim! o cinema existe para isso! denunciar, reivindicar, dar voz aos que ficaram para trás e sofreram injustiça e ir atrás de punição aos grandes que cometem as maiores atrocidades e nunca respondem por seus crimes
Filme lento, e contemplativo, mas quem gosta de filme com cultura regional, com ar documental e sobretudo que tem um tom singelo dentro de um caótico cotidiano, pode acabar achando interessante, eu gostei bastante, e acho essa atriz a Bábara Colen muito boa em cena, ela infla os filmes que participa com seu jeito diferentão.
Não conhecia o documentarista Marcos Pimentel, também conheci por acaso, logo no seu primeiro filme de ficção. A sessão deste foi minha oportunidade de conhecer o Cine Bangüê em João Pessoa, e que ótima oportunidade! O longa narra a história de Kaylane e de como ela teve sua vida destruída pela mineração em incontáveis situações: o pai, de certa modo a mãe, os irmãos - um a um, a inocência, e seu habitat - como se este, o imensurável dano à natureza, não fosse suficiente. É um filme forte, de grande beleza, mesmo em meio a tanta dor e destruição. Um manifesto anti mineração. Kaylane é lindamente interpretada por uma incrível atriz mirim e pela maravilhosa Bárbara Colen, acompanhadas de grande elenco e, ainda conta com a fotografia mágica de Petrus Cariry. Obrigado Marcos Pimentel. Vida longa!