Em uma pequena cidade na França Ocupada em 1941, o oficial alemão Werner Von Ebrennac está alojado na casa particular de um homem com sua sobrinha. Os dois se recusam a falar com ele, mas toda o oficial se fala de seu país, sua música e conta seu visão idealista da relação entre França e Alemanha.
Até que ele visita Paris e descobre o que realmente está acontecendo.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
- a resistência através do silencio, a luta sem violência
- nos faz lembrar que mesmo sendo educado e culto, um nazista ainda é um nazista (certeza que tarantino se inspirou aqui para criar o Hans Landa)
- tenta resgatar o lado humano do fascista, mas palavras são apenas palavras sem as ações
- fica em aberto qual caminho ele vai decidir seguir, as atrocidades cometidas pelos seus colegas ele já percebeu
Em seu longa-metragem de estreia, Jean-Pierre Melville narra os dias de inverno, alguns de primavera, quando um oficial alemão hospedou-se, sem ser convidado, na casa de um senhor francês de pouca expressão. Ou de poucas palavras, como se verá. Nasce desse cruzamento entre silêncio e apontamentos verbais a relação que move "O Silêncio do Mar".
Uma pequena e relevante obra-prima do cinema francês que tive o bel-prazer de conferir pela primeira vez no Centro Cultural SP, na década de 90. Filme cult e atemporal.
Le Silence de la Mer é uma obra maravilhosa.
Somos imersos dentro da historia, de uma forma extremamente descritiva e poética, como se estivéssemos lendo o próprio livro. Um soldado alemão que possui uma admiração e senso de patriotismo pela França muito maior que seus governantes da época. Inicialmente com uma ideia fantasiosa a respeito da ideologia que dominava seu povo, de que pudesse haver uma união das duas nações, com diversos benefícios culturais, juntando o país da musica com o país de grandes inventores.. iludido pela ideologia nazista, na qual tinha pouco conhecimento politico, e como estas ideias estavam agindo nas pessoas, descobre no fim que tudo não passava de destruição. Belo filme.
O final é lindo e as pinceladas de expressionismo chamam atenção. No entanto, me passou uma impressão de história pouco credível e, por fim, foi bastante monótona.
Enquanto a maior parte dos filmes do cinema francês da época tratava de exaltar a imagem da resistência francesa e a coragem do seu povo, O Silêncio do Mar se destaca por cogitar criar o personagem do “bom alemão enganado” logo após as atrocidades da 2º Guerra Mundial. Repleto de imagens poderosas (a referência ao Expressionismo na apresentação de Werner ”invadindo” a casa, por exemplo) e composições simbólicas, é um filme que pode facilmente deixar uma forte marca em quem assiste e abrir espaço para uma reflexão sobre as dicotomias construídas ao longo do tempo por um povo.