Apesar de eu admitir as proezas do experimentalismo lingüístico desta realizadora, a maneira fortuita com as ações se entrecruzam em seus filmes perturbam-me num sentido não necessariamente positivo, visto que não consigo compreender adequadamente o que ela deseja com seus manifestos audiovisuais. Isso também ocorre nesse média--metragem primevo, mas há uma guinada interessantíssima na metade da trama, quando as induções autobiográficas da diretora levam-nos a empatizar bastante com o desamparo da protagonista Martha, em seu abandono de cariz abortivo. A seqüência final é belíssima, provando que ela não é apenas a debochada com toques de genialidade que ficou consagrada em filmes posteriores: ela sente, ela ama e ela acredito no companheirismo que surge em momentos de intensificada dramaticidade. Muito bom - e, como tantos dizem, há bastante de CLEO DAS 5 ÀS 7 aqui! (WPC>)
No começo de sua carreira Chytilova pouco lembra a cineasta surrealista e anárquica ao qual remete suas obras mais importantes e relevantes da metade para a frente dos ano 60 e nem por isso seu cinema é menor. Strop é uma espécie de Navelle vague francesa, com uma pegada muito ao estilo de Vardá especialmente a memória recorre em demasia à Cleo das 5 as 7 durante seus poucos e crônicos 40 minutos de cinema verdade.
O andar vazio, no melhor estilo Antonioni, e a câmera na mão e o tom documental lembrando a Nouvelle Vague original, somados ao protagonismo feminino e as questões políticas e existenciais de Vera e seu país. É uma belíssima obra! Dói e inspira!
Apesar de eu admitir as proezas do experimentalismo lingüístico desta realizadora, a maneira fortuita com as ações se entrecruzam em seus filmes perturbam-me num sentido não necessariamente positivo, visto que não consigo compreender adequadamente o que ela deseja com seus manifestos audiovisuais. Isso também ocorre nesse média--metragem primevo, mas há uma guinada interessantíssima na metade da trama, quando as induções autobiográficas da diretora levam-nos a empatizar bastante com o desamparo da protagonista Martha, em seu abandono de cariz abortivo. A seqüência final é belíssima, provando que ela não é apenas a debochada com toques de genialidade que ficou consagrada em filmes posteriores: ela sente, ela ama e ela acredito no companheirismo que surge em momentos de intensificada dramaticidade. Muito bom - e, como tantos dizem, há bastante de CLEO DAS 5 ÀS 7 aqui! (WPC>)
No começo de sua carreira Chytilova pouco lembra a cineasta surrealista e anárquica ao qual remete suas obras mais importantes e relevantes da metade para a frente dos ano 60 e nem por isso seu cinema é menor. Strop é uma espécie de Navelle vague francesa, com uma pegada muito ao estilo de Vardá especialmente a memória recorre em demasia à Cleo das 5 as 7 durante seus poucos e crônicos 40 minutos de cinema verdade.
O andar vazio, no melhor estilo Antonioni, e a câmera na mão e o tom documental lembrando a Nouvelle Vague original, somados ao protagonismo feminino e as questões políticas e existenciais de Vera e seu país. É uma belíssima obra! Dói e inspira!
A vera é maravilhosa e essa sinopse é extremamente misógina com ela. O filme fala por si só.
não achei legal na sinopse estar escrito "de uma maneira que AS VEZES lembra o estilo de antonioni" parece que ta menosprezando a vera chytilová