Numa noite de Lua cheia, um trem quebra no meio de uma floresta na Grã Bretanha e fica sem comunicação. Uma criatura feroz, com aparência de lobo, começa a caçar os passageiros.
A idéia é boa. Decepcionante a quantidade de ideias boas desperdiçadas por aí. Esse filme acerta alguma coisa no jumpscare e na origem da lenda mas traz personagens sofríveis e os posicionamentos de câmera, apelando para um close-up, faz o filme parecer mal feito, ou seja, usam um recurso que tem a finalidade de mostrar emoções e expressões das personagens e o que fica acentuado é a má atuação e diálogos fraquíssimos e enlatados. Você em momento algum compra a ideia de que as pessoas ali realmente estão morrendo de medo do desconhecido, adrenalina 0.
a parte em quem a sobrevivente ensanguentada caminha pela estação e ninguém parece enxergar, tenha dó; a cena do indiano adentrando a floresta atrás da moça atacada, que gênio, só que não
. A despeito do desgosto que o filme dá, pensei numa coisa, a partir das atitudes retratadas na estória, sabe-se lá se ele não quer dizer algo como "o monstro híbrido desconhecido, lá fora, não é o único, as pessoas ditas normais podem se revelar como criaturas horríveis".
"O Uivo" começa com uma atmosfera interessante, sugerindo um terror mais cuidadoso, mas rapidamente abandona esse caminho. A narrativa se perde em escolhas de roteiro que beiram o absurdo, com personagens tomando decisões tão irracionais que quebram qualquer imersão possível. A falta de coerência enfraquece a tensão, e o filme acaba oscilando entre o tédio e o involuntariamente cômico. Ainda assim, os lobisomens são um ponto alto, mas insuficientes para sustentar a experiência. No final, fica a sensação de um projeto que tinha potencial, mas não soube o que fazer com ele.
Até gostei da premissa, me fazendo lembrar do caótico britânico "Dog Soldiers", do diretor Neil Marshall. Não é de agora a baixa na safra de filmes sobre lobisomens. Parece um subgênero quase morto no cinema, que por anos, ficou refém de uma variedade absurda de produções bagaceiras que repelem o interesse do público pela temática. “Howl” acaba sendo um esforço, no mínimo, notável por tentar reviver a criatura para uma geração acostumada com o lobo maromba do Taylor Lautner. Por outro lado, não alcança um grande resultado. Garoto Paul, você foi bom, tentou de verdade. Mas 1981 continua sendo o ano do lobo.
Melhor do que eu esperava, esse filme de lobisomens! Bastante tenso, com bom elenco pouco conhecido (Shauna Macdonald, de Abismo do Medo, talvez a mais famosa) e alguns bons efeitos práticos. Bem produzido, faz uso de alguns clichês - sempre tem um "fruta podre" no meio dos que lutam pela sobrevivência - e faz companhia ao bom histórico de filmes britânicos sobre lobisomens, como Dog Soldiers.
Filme B de "terror". Bem fraco.
A idéia é boa. Decepcionante a quantidade de ideias boas desperdiçadas por aí. Esse filme acerta alguma coisa no jumpscare e na origem da lenda mas traz personagens sofríveis e os posicionamentos de câmera, apelando para um close-up, faz o filme parecer mal feito, ou seja, usam um recurso que tem a finalidade de mostrar emoções e expressões das personagens e o que fica acentuado é a má atuação e diálogos fraquíssimos e enlatados. Você em momento algum compra a ideia de que as pessoas ali realmente estão morrendo de medo do desconhecido, adrenalina 0.
a parte em quem a sobrevivente ensanguentada caminha pela estação e ninguém parece enxergar, tenha dó; a cena do indiano adentrando a floresta atrás da moça atacada, que gênio, só que não
"O Uivo" começa com uma atmosfera interessante, sugerindo um terror mais cuidadoso, mas rapidamente abandona esse caminho. A narrativa se perde em escolhas de roteiro que beiram o absurdo, com personagens tomando decisões tão irracionais que quebram qualquer imersão possível. A falta de coerência enfraquece a tensão, e o filme acaba oscilando entre o tédio e o involuntariamente cômico. Ainda assim, os lobisomens são um ponto alto, mas insuficientes para sustentar a experiência. No final, fica a sensação de um projeto que tinha potencial, mas não soube o que fazer com ele.
Até gostei da premissa, me fazendo lembrar do caótico britânico "Dog Soldiers", do diretor Neil Marshall. Não é de agora a baixa na safra de filmes sobre lobisomens. Parece um subgênero quase morto no cinema, que por anos, ficou refém de uma variedade absurda de produções bagaceiras que repelem o interesse do público pela temática.
“Howl” acaba sendo um esforço, no mínimo, notável por tentar reviver a criatura para uma geração acostumada com o lobo maromba do Taylor Lautner. Por outro lado, não alcança um grande resultado. Garoto Paul, você foi bom, tentou de verdade. Mas 1981 continua sendo o ano do lobo.
Melhor do que eu esperava, esse filme de lobisomens! Bastante tenso, com bom elenco pouco conhecido (Shauna Macdonald, de Abismo do Medo, talvez a mais famosa) e alguns bons efeitos práticos. Bem produzido, faz uso de alguns clichês - sempre tem um "fruta podre" no meio dos que lutam pela sobrevivência - e faz companhia ao bom histórico de filmes britânicos sobre lobisomens, como Dog Soldiers.