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Duração
A chuva constante e a lama fazem parte do cotidiano dos habitantes de um povoado localizado em algum lugar da América do Sul. As várias construções decadentes revelam a expectativa do progresso no passado, que não se realizou. A estagnação do povoado sofre um abalo quando diversos bilhetes anônimos são espalhados por toda a cidade, denunciando traições amorosas e políticas, assassinatos, romances secretos e segredos de família envolvendo filhos bastardos. Todos os cidadãos, dos mais poderosos aos mais humildes, sentem-se ameaçados pela invasão de bilhetes, sendo que ninguém sabe quem foi seu autor. Ao longo das 24 horas seguintes a violência explode na cidade, fazendo com que a hipocrisia local seja desmascarada.
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QUE FILMAO DA PORRA
"A verdade e que a sua vida não vale porra nenhuma"
Pretensioso demais, mas é até que é bom. Ponto forte do filme é a iluminação.
Filme mediando, mas poderia ser BEM melhor!
Porque não usar o som direto? A chuva não deixou? Não sei se foi de propósito ou não, mas uma coisa é certa: aquelas dublagens ficaram PÉSSIMAS! Os diálogos são completamente artificiais, os timbres das vozes não correspondem aos personagens, ficou horrível.
E esse roteiro? Que coisa mais confusa! fiquei duas horas olhando pra tela sem entender quase nada! É de uma não-linearidade em alguns momentos desnecessária.
O único elemento que salvou esse filme foi a fotografia (e foi por causa dela que eu descobri a existência da película, pois Walter Carvalho a cita em uma de suas entrevistas). Os tons de amarelo e as posições perfeitamente calculadas da luz resultaram em imagens noturnas belíssimas as quais foram minha âncora para terminar de ver o filme.
É apenas interessante se alguém estiver buscando estética e uma atmosfera histórica e sombria. Tirando isso não recomendaria para ninguém.
Apesar da louvável tentativa de manter-se autoral no panorama contemporâneo do cinema brasileiro (entulhado por produções televisivas), Ruy Guerra infelizmente perde o brilho neste filme, por conta de uma montagem enfadonha, de um ritmo narrativo excessivamente lento (que não se serve bem das elipses que justificam as cenas repetidas) e do elenco irregular... Zózimo Bulbul está maravilhoso, pena que aparece pouquíssimo. Ruim, mas repleto de potencial dramático e boas intenções! Fiquei com vontade de ler o romance original, claro! (WPC>)