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Todos os anos, Lucia se voluntaria em uma colônia de férias na Sicília. Porém, este verão promete ser o mais quente da história, e não só pelos problemas climáticos, mas também graças a Nicola, o novo diácono que em breve se tornará padre e que, além de ser um homem lindo, esconde uma alma atormentada e idealista. A chegada de Nicola semeia o caos na comunidade litorânea, confundindo Lucia.
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começo ate a metade tem muitas cenas paradas enroladas e com muitas partes que nao prende a atençao , depois fica bom , e o final particularmente nao gostei pois gosto de
[/spoiler] finais agua com acucar , mas ela foi certa de nao ter ficado com ele pois ele iria largar a batina por qualquer uma , nao tinha amor na relacao deles , era só fogo de paixao proibida , se ele gostasse dela de verdade... ele iria atras dela , ainda mais que o filme deixa claro que existe ate tiktok no universo do filme , entao ele poderia stalkear ela a distancia e descobriria que ela estava sozinha , [spoiler]
[/spoiler] topasse , ele seria amante dela de novo no futuro ; só ela amadureceu [spoiler]
Gente que padre gostoso. 🤭😅🫠😋
Certeza que a roteirista assistiu Mulheres Apaixonadas. 😅🤣🤣🤣
Mesma história.
Bem, já vi tantos italianos a escreverem críticas tão depreciativas sobre este filme...
Chego à conclusão que realmente as pessoas têm a tendência para criticar tudo o que é vindo dos seus países, e o cinema não foge à exceção....
Adiante, filme bem competente, com boas performances, com uma boa química entre o "casal" principal e não, nem todos os filmes são para dar uma lição de moral ou terem um objetivo específico. Será a naturalidade grande do filme, como poderia acontecer na vida real, que incomoda muita gente?... Vão ver filmes da Disney...
Adorei o filme mas detestei o final, não fez sentido, sei lá.
Ela mostrou para ele que aquela não era realmente a vocação dele, isso eu entendi. E provavelmente ela mentiu que estava com o Omar porque não queria levar aquela vida de amante de padre, ok. Mas quando ele decidiu desistir de ser padre, que com certeza ela ficou sabendo, por que um não procurou o outro? Não gostei.
L'ESTATE PIÙ CALDA
Direção: Matteo Pilati
Ano: 2023
Assistido em: 08/10/2023
Eu sou um cinéfilo que sempre busca dar chances para todos os gêneros, mesmo aqueles que não fazem muito meu gosto, como o romance por exemplo. Minha grande bronca com eles é que todos são terrivelmente iguais, tão iguais que se tornam totalmente previsíveis, me deixando desmotivado a assisti-los, mas uma vez a cada ano bissexto me deparo com um que é um pouquinho diferente dos outros, e após ter assistido setes comédias românticas que pareciam todas o mesmo filme, me surpreendi com essa produção italiana (claro que não seria americana) que milagrosamente fugiu da mesmice e conseguiu surpreender mesmo que um pouco.
A vida dos moradores de uma pequena e pacata cidade na Ilha da Sicília mudará com a chegada do diácono que fora designado para a igreja local, Nicola. O religioso logo cairá nas graças de todos do lugarejo, principalmente das garotas que passam a se derreter pela beleza do jovem. Nesse contexto ele irá se aproximar de duas amigas que estão trabalhando em uma colônia de férias, mas enquanto Valentina fará de tudo para chamar a atenção de Nicola, será da jovem Lucia que ele se aproximará de verdade e por quem começara a desenvolver sentimentos, tudo isso em meio a uma onda de calor histórica pelo qual a Itália está passando.
O que mais gostei é que o drama que separa o casal protagonista não é aquele clichê vagabundo de um mentir para o outro, desde o primeiro minuto ela sabe que ele será padre, ou uma terceira pessoa atrapalhando o romance, já que a amiga nunca representa uma ameaça, o que os separa os dois é algo muito mais forte: as perspectivas diferentes que cada um tem para o seu futuro. Nicola é certo de seu desejo de se ordenar padre, enquanto Lucia pretende se mudar para Roma dentre muito em breve, e os dois sabem que um relacionamento não terá futuro, mas ainda assim estão dispostos a tentar, e foi aí que o filme me surpreendeu.
Pensei que o roteiro se renderia ao lugar-comum e deixaria o casal protagonista junto ao final, mas Nicola e Lucia demonstram um amadurecimento incomum para os filmes desse gênero, eles percebem que muitas vezes o “juntos e felizes para sempre” NÃO ACONTECE. Nicola não quer abrir mão de seus serviços eclesiásticos, ele até faz uma proposta para Lucia ser sua amante, mas ela recusa, e eles logo percebem que o melhor é cada um seguir sua vida. Nos minutos finais o roteiro até me pregou uma peça com aquela passagem de tempo de 5 anos, pensei que o roteirista/diretor Matteo Pilati iria pôr tudo a perder juntando o casal central novamente, e eu já estava praguejando, mas ele mais uma vez subverte as especificativas ao mostrar que Nicola não só abandonou a batina, mas se casou e teve filhos com outra mulher, ou seja, ele mudou sua vida radicalmente por si mesmo, e não por Lucia, temos um filme onde os protagonistas tiveram que se separar para que suas vidas fossem adiante.
Mesmo gostando da forma como Pilati desenvolveu sua história, não posso negar que o resultado entregue é bem básico, não que isso seja algo ruim, às vezes apostar no seguro é a melhor opção. O elenco é carismático, o casal Gianmarco Saurino e Nicole Damiani tem química juntos, as paisagens sicilianas são deslumbrantes e a fotografia sabe bem como usá-las, isso sem falar que esse padre nos faz ter pensamento nada cristãos, que homem bonito e gostoso né minha gente?!
Reforçando uma impressão antiga que tenho, “L'Estate Più Calda” mostra mais uma vez que o cinema europeu é mais maduro que o americano, não se deixando prender tanto assim a tradição, e nesse caso isso foi excelente, pois fui assistir esperando mais do mesmo, e me surpreendi com os desdobramentos escolhidos pela direção que me entregaram um longa que funcionou como um refresco para um gênero tão gasto quanto o romance.