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Duração
Conta a história real de Diego Bauer misturando elementos de documentário e ficção. Apresenta de que maneira o personagem encara a situação de ter um corpo muito diferente do que era, e dentro de um padrão que é legitimado nas redes sociais.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
O corpo se manifesta e reivindica o seu lugar de importância e suas necessidades, mas a mente é autônoma. Confusões e anseios.
O corpo como labirinto
Como estou ansiosíssimo para assistir ao primeiro longa-metragem do Diego Bauer, apressei-me em conferir este curta tão pessoal e, ao mesmo tempo, tão alegórico: é interessante o modo como ele não pronuncia uma palavra no filme, evidenciando como os julgamentos alheios são determinantes para a sensação auto-persecutória que aflige o protagonista (vide a quantidade de vezes em que ele confere a roupa, diante do espelho, antes de sair de casa). Escolher a angustiante "Frankie Teardrop" como componente musical deste crescendo de terror foi um toque de gênio: afligimo-nos junto ao protagonista, que não para de correr, de fazer contas de quilos ganhos ou perdidos, de torturar a si mesmo em busca da adequação a um padrão numérico que requer despersonalização. Muitíssimo bom e corajoso: a ideía fixa enquanto tortura! (WPC>)