Ode ao Meu Pai

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Ode ao Meu Pai (2014)
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Média do filme: 4.1 de 5 — baseado em 86 votos
MÉDIAFILMOW
4.1
86 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Jk Youn
Data de lançamento 17 Dez. 2014 Outras datas
País de origem Coreia do Sul 🇰🇷
Duração 126 min (2h06)

Dirigido por

Data de lançamento

17 Dez. 2014

Duração

126 minutos
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Sinopse

Em meio ao momento da Guerra da Coreia, voto de um garoto para cuidar de sua família, marcou o início de uma promessa ao longo de 60 anos.

Gênero:
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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
rachid
Anuar Rachid
4 anos atrás

Galera...assisti a esse filme em Seul numa sessão com legendas em inglês. Gostaria de assistir com meus pais mas não acho legenda em português. Alguém sabe onde posso achar?

ozzzymandias
Ozymandias
6 anos atrás

Difícil não pensar na minha mãe...

w_carvalho
Wallace Carvalho
6 anos atrás

Bela produção coreana, com roteiro muito bom.

A maquiagem, em algumas cenas, ficaram meio estranhas...

Várias das cenas cômicas, são bem exageradas e desnecessárias, atrapalhando um pouco, a dramaticidade da história.

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

As cenas da fuga para os navios, são excelentes!

O reencontro com a irmã, pela tv... muito emocionante!

Muito bom.

twvianna
Thiago Vianna
9 anos atrás

Produção sul-coreana de grande sucesso em seu país de origem quando foi lançada em 2014, “Ode ao Meu Pai” é um estudo da história do país no último século, travestido de delicado e singelo drama familiar. Traumatizada por uma guerra que dividiu não só a nação, mas também famílias inteiras (muitas, inclusive, de forma definitiva), a Coréia do Sul retirou dos sacrifícios feitos por seus cidadãos comuns a força necessária para se erguer e se impor como uma das maiores economias atuais. E é nos sacrifícios praticados por um determinado personagem durante toda a sua vida, bem como na promessa feita por ele ao seu pai quando ainda criança, que a produção concentra a sua emocionante história.

Durante a fuga do Norte, quando sua cidade está prestes a ser invadida pelas tropas da China Comunista, o garoto Deok-Soo (Eom Ji-Seong) acaba perdendo a sua irmã caçula, a qual estava incumbido de protege-la. Desesperado, seu pai (Jeong Jin-Yeong) retorna para procura-la em meio a balbúrdia, incumbindo a Deok-Soo o dever de cuidar de sua mãe e de seus outros irmãos enquanto ele não retornasse. Anos depois, e já estabelecido na Coréia do Sul, o agora crescido Deok-Soo (Hwang Jung-Min) precisa sustentar o restante de sua família, lidar com a falta de dinheiro, com o rancor da mãe, com os sonhos e egoísmos dos irmãos que lhe restaram, com o profundo amor que sente pela doce Youngja (Yunjin Kim), e com as peraltices do melhor amigo Dal-Gu (Dal-su Oh). Mas, entrementes a tudo isso, Deok-Soo nunca perdeu a esperança de reencontrar os membros perdidos de sua família.

Dirigido por JK Youn com maestria e uma segurança admirável, “Ode ao Meu Pai” é um drama familiar que se equilibra perfeitamente bem entre o trágico, o romance inocente e a comédia. O cineasta consegue conduzir com perfeição a alternância entre os diversos tons necessários à narrativa e, assim, é impossível não rir alto ao ver o resultado da briga de um jovem Dal-Gu, de torcer timidamente pelas investidas cautelosas românticas de Deok-Soo em uma Youngja extremamente virtuosa, e de sentir o pânico, a frustração e uma bola na garganta em momentos próximos ao terceiro ato da projeção. “Ode ao Meu Pai” é uma narrativa que ataca em várias frentes, se valendo de vários gêneros, e se saindo plenamente satisfatório em todos eles.

Com um roteiro bem resolvido, o estudo de personagem do protagonista é realizado com esmero e, assim, o ator Hwang Jung-Min se sai particularmente feliz ao encarnar todo o amor e o carinho, e a natural devoção absoluta que este sente pela família – e que é sempre acompanhada, naturalmente, por uma pontada aguda de desconforto e culpa pela irmã perdida (e, nesse sentido, é natural ver a sua frustração quando outros personagens não demonstram o mesmo culto à família e às tradições que ele, – e que também resulta em uma tocante e divertido momento em que, confuso, não entende a real natureza das perguntas de uma criança). De se destacar, também, a performance de Jang Young Nam, que faz a mãe do protagonista, dividida diante da complexa tarefa de amar um filho responsável pela perda do outro. Por sua vez, Yunjin Kim está apaixonante e nos convence a todo momento dos sentimentos que nutre pelo protagonista. E, é claro, muitos elogios devem ser conferidos ao trabalho de cena dos atores mirins que, afinal, são os que cativam e fomentam o nosso interesse por aqueles personagens.

Com um trabalho técnico excelente, a película esbanja talento na forma rica com que utiliza a sua fotografia para comentar as várias passagens de vida de Deok-Soo. O uso de efeitos especiais ganha seu destaque principalmente na complementação de cenários por CGI (o primeiro ato do filme que cobre o êxodo das famílias da Coréia do Norte é de uma beleza estonteante), e o design de produção consegue, ao elaborar o cenário engenhoso de um determinado programa de TV, passar toda a sensação de opressão e pesar que foi a vida das milhares de pessoas que se perderam de seus familiares no conturbado processo de divisão nacional. Por fim, apenas para ressaltar que o filme não é perfeito, não posso deixar de dizer que a maquiagem feita para envelhecer Deok-Soo não funciona tão bem, dando uma certa sensação de artificialidade – por outro lado, o mesmo não acontece com a envelhecida Youngja, o que é curioso.

Seja como for, “Ode ao Meu Pai” é um filme tocante, bonito, emocionante e engraçado que faz valer mais do que a pena a conferida. Mais um ponto para o Cinema asiático que vem, nos últimos anos, nos brindando com pérolas belíssimas, contemplativas e que conseguem ser ao mesmo tempo delicadas e profundas. “Ode ao Meu Pai” é um poema da vida cotidiana oriental e o quanto ela consegue ser ao mesmo tempo terna, trágica, e, sim, feliz.

editado
ediladoler
Édila
9 anos atrás

Fantástico

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4
5

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