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Data de lançamento
11 Out. 1955Duração
Ambientado na Oklahoma do início da década de 1900, ''Oklahoma!'' conta a história de Curly (Gordon MacRae), um rancheiro extrovertido e bem-humorado, e de Laurey Williams (Shirley Jones), a filha do fazendeiro e dona do coração de Curly. O problema é que também há o ameaçador Jud (Rod Steiger), que tenta impedir os apaixonados de ficarem juntos. Com coreografia de Agnes de Mille, a trilha sonora contém clássicos como ''Oh, What a Beautiful Morning'', ''The Surrey With The Fringe On Top'', ''People Will Say We're In Love'' e ''Oklahoma!''. Este é o primeiro trabalho conjunto de Rodgers e Hammerstein, dando origem à mais criativa parceria da história dos musicais de cinema.
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A Barbielândia rural
O grande problema do filme é que o roteiro não justifica a duração de 145 minutos, mas os números musicais são tão bons que tudo passa muito rápido. Não é cansativo, tem boas atuações e coreografias incríveis. Clássico, celebra bem a magia do teatro.
Comédia musical e drama romântico de faroeste da RKO Pictures em CinemaScope, indicado a 4 categorias no Oscar: melhor fotografia em cores e melhor montagem, vencendo os de melhor trilha sonora musical e melhor som. O filme foi baseado no musical de 1943 de mesmo nome de Richard Rodgers (1902-1979) e Oscar Hammerstein II (1895-1960) que, por sua vez, foi baseado na peça de 1931 "Green grow the lilacs", escrita por Lynn Rigg (1899-1954). A história se passa pouco antes de 1907, quando o Território de Oklahoma foi admitido na União como um Estado. Este foi o 1° e único musical de Fred Zinnemann (1907-1997).
Houve 2 versões baseadas no mesmo musical de Rodgers e Hammerstein: Oklahoma! (99), feito para a TV, e o documentário musical Oklahoma! (11), um especial para a televisão. Surda para sons, Gloria Grahame (1923-1981), que interpretou Ado Annie, cantou sem dublagem, o que exigia que suas canções fossem editadas em conjunto a partir de gravações feitas quase literalmente nota por nota. James Whitmore (1921-2009) interpretou o pai de Gloria Grahame, apesar de ser apenas 2 anos mais velho que ela. Estréia no cinema de Shirley Jones.
O sentimentalismo e a nostalgia fazem esse filme parecer muito melhor do que realmente é. Divertido e bobo, cansativo em determinados momentos, com muita música e cenas de dança agradáveis. Algumas músicas cativantes e uma sequência de sonho surpreendente! O mais curioso de tudo é ver o sisudo Rod Steiger (1925-2002) em um filme completamente atípico em sua carreira.
Tinha tudo para ser um musical quadradão e conservador, afinal, estamos falando de uma história ambientada na zona rural norte-americana no início do século XX. Porém a história surpreende ao destacar mulheres empoderadas, que ditam as regras e botam os homens nos eixos.
Ainda que o enredo não fuja do clichezão romântico cuja conclusão já podemos vislumbrar desde as primeiras cenas, Oklahorma! possui elementos que o distinguem e o tornam bem acima da média de outras produções do gênero. Vale a pena conferir.
28/10/2020
pelo ROD STEIGER