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Data de lançamento
11 Set. 2005Duração
"Oliver Twist (Barney Clark) é um órfão entre as centenas que sofrem com a fome e o trabalho escravo na Inglaterra vitoriana. Vendido para um coveiro, ele sofre com a crueldade da família deste e acaba fugindo para Londres. Lá ele é recolhido das ruas por Artful Dodger (Harry Eden), um ladrão que o leva até Fagin (Ben Kingsley), um velho que comanda um exército de prostitutas e pequenos marginais. Quando Oliver conhece um bondoso homem em quem finalmente enxerga um possível pai, Fagin teme que ele denuncie seu esquema. Para evitar isso Fagin planeja um assalto à casa do rico Sr. Brownlow (Edward Hardwicke), o pai desejado por Oliver."
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Visto em 11.06.2025.
Um bom filme, uma aventura e tanto.
o garoto desenvolveu a síndrome de Estocolmo por um cara que iria deixar ele ser assassinado. Sem contar que não ficou claro o paradeiro do outro vilão e as crianças que roubava
Um filme forte que impacta desde a sinopse
Não é uma adaptação de Charles Dickens, mas sim um filme de Roman Polanski, e é necessário ter isso em mente pois todo o tom do filme é mais pesado, te causando revolta e até mesmo uma desesperança ao ver tantas ruins acontecendo, ao contrário do que Dickens realizava de, mesmo tendo momentos difíceis, inserir toques de humor ou de esperança.
Oliver Twist se torna a obra mais pessoal do diretor, em que ele se confunde com os personagens. Ele segue um pensamento muito pesado que Polanski passou a ter após o assassinato de Sharon Tate: a felicidade tem seu preço. Então mesmo quando surgem alguns respiros de felicidade na vida de Oliver ou quando tecnicamente tudo já está bem, ainda assim persiste uma melancolia em virtude de todas as coisas ruins que se passaram e que ainda vão acontecer.
Você percebe não somente toques de sua vida no início de Oliver, um garoto órfão andando pelas ruas e procurando locais para sobreviver tal qual Polanski teve que fazer no gueto da Cracóvia após a morte de sua mãe grávida e prisão de seu pai, mas também nos outros personagens. Você vê o juiz tomando a personificação de Rittenband, juiz responsável pelo caso Polanski, em que mesmo com diversos laudos e com a própria vítima não querendo prosseguir com o processo não quer saber a opinião de nenhuma das partes. De igual modo em determinados momentos Polanski se confunde com Fagin em que, mesmo perdoado, persiste transtornado porque sabe o que fez, sendo mostrado que esse transtorno é uma punição muito maior do que qualquer condenação judicial. Até mesmo alguns assassinatos (sem spoilers) tomam a própria característica da morte de Sharon Tate, sendo Bill tão odioso porque ele lembra Charles Manson.
Por todos esses aspectos ao menos para mim Oliver Twist é o filme mais pesado de toda a carreira de Polanski, superando até mesmo O Pianista.
Boa adaptação do clássico conto de fadas de Charles Dickens.