Assisti na etapa online do Fantaspoa 2022, no último 22 de abril. Uma perigosa parábola (não sei se pode chamar assim, visto que em nenhum momento ele tenta ser sutil) sobre estupro e abuso sexual infanto-juvenil feita em animação volta justamente para a faixa etária que pode vir a ser vítima desse crime hediondo. Perigosa, porque um filme que não seja voltado para o público adulto com esse tema tem potencial molotov pra dar merda, mas não é o que acontece. OPAL é feito com dignidade e respeito às vítimas, e como uma forma didática para tratar o tema, podendo inclusive ser usado como material paradidático em sala de aula, até burlando os "escola-sem-partido" da vida, que tentam barrar esses debates nas escolas, para garantir que crianças continuem vulneráveis aos predadores sexuais que defendem tais mecanismos de censura aos docentes. Como filme contudo derrapa. Tecnicamente a animação é muito ruim: uma rotoscopia de modelos 3D até bonitos, mas completamente robóticos. Uma sonoplastia irritante. Gente, o que era aquele barulho dos pés no piso durante o filme todo? E tive que escutar aquilo no fone! Insuportável!!! E chega um momento que a história dá uma cansada, parece que não vai a lugar algum. No final o roteiro ainda comete a bobagem de igualar a violência do oprimido à violência do opressor, que é o tipo de discurso merda que muitas vezes impede pessoas de reagir ao estar em situações iguais ou análogas à qual o filme pretende ser parábola. Nada disso deve ser problema para os mais jovens, mas também é muito improvável que tal filme chegue a eles, já que não tem um logotipo de castelo com fogos de artifício no início. Nota 4 de 10.
Assisti na etapa online do Fantaspoa 2022, no último 22 de abril. Uma perigosa parábola (não sei se pode chamar assim, visto que em nenhum momento ele tenta ser sutil) sobre estupro e abuso sexual infanto-juvenil feita em animação volta justamente para a faixa etária que pode vir a ser vítima desse crime hediondo. Perigosa, porque um filme que não seja voltado para o público adulto com esse tema tem potencial molotov pra dar merda, mas não é o que acontece. OPAL é feito com dignidade e respeito às vítimas, e como uma forma didática para tratar o tema, podendo inclusive ser usado como material paradidático em sala de aula, até burlando os "escola-sem-partido" da vida, que tentam barrar esses debates nas escolas, para garantir que crianças continuem vulneráveis aos predadores sexuais que defendem tais mecanismos de censura aos docentes. Como filme contudo derrapa. Tecnicamente a animação é muito ruim: uma rotoscopia de modelos 3D até bonitos, mas completamente robóticos. Uma sonoplastia irritante. Gente, o que era aquele barulho dos pés no piso durante o filme todo? E tive que escutar aquilo no fone! Insuportável!!! E chega um momento que a história dá uma cansada, parece que não vai a lugar algum. No final o roteiro ainda comete a bobagem de igualar a violência do oprimido à violência do opressor, que é o tipo de discurso merda que muitas vezes impede pessoas de reagir ao estar em situações iguais ou análogas à qual o filme pretende ser parábola. Nada disso deve ser problema para os mais jovens, mas também é muito improvável que tal filme chegue a eles, já que não tem um logotipo de castelo com fogos de artifício no início. Nota 4 de 10.