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Krasnye Utki é uma pitoresca aldeia escondida nas florestas da República da Geórgia. Chega o verão e, com ele, Sybil, uma bela ninfeta de 15 anos, libertina e estonteante. Ela volta para bagunçar a cabeça dos homens do local. E também ouve-se sussurros excitados pela exibição secreta do filme "Emmanuelle", que é proibido no país. Explodem paixões ocultas e sexuais. Mickey se apaixona por Sybil, que se apaixona por Alexander, pai de Mickey.
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O filme é até simpático, mas ao invés de ser engraçado é monótono e dramático.
Curiosidade: O festival de cinema erótico da cidade exibe Emmanuelle.
A mescla entre humor, drama, romance e fantasia funciona em boa parte do filme, mas parece que o último terço do longa desbalanceou o que até então estavam acertando em cheio.
Mesmo assim, tem boas atuações, com críticas bem diretas à hipocrisia da sociedade... Por fim, todos só estavam precisando mesmo era de sexo, mas a única que falava isso abertamente era visto como puta rs
Este filme chegou à minha residência por acaso, num DVD que encontrei num sêbo e cuja sinopse pareceu-me deveras intrigante. Gostei muito de como os personagens surgem, da anarquia narrativa à la Kusturica. A trilha musical do Goran Bregovic não aparece ali por acaso, admitamos. O astrônomo lembra muito o William Hurt, enquanto apiedei-me do garoto protagonista, tadinho. Ri na seqüência do pênis intumescido e achei um tanto problemático o excesso de nudez da personagem feminina, já que ela tem apenas 14 anos de idade, em termos diegéticos. Nada que atrapalhe o envolvimento com a análise da repressão de taras (afinal, a diretora é uma mulher pós-soviética, sabe muito bem o que deseja criticar aqui). Estiloso e divertido. Uma descoberta graciosa, ainda que esculhambada. Aliás, que bom que é tão esculhambada (risos). Deveras iugoslavo em sua aparência (risos) - WPC>
Primeira produção que confiro da Geórgia, e se revelou uma jóia de filme.
O enredo é simples, mas muitíssimo bem realizado, fotografo e interpretado.Destaque especial para atriz Nutsa Kukhianidze integralmente nua em cena, uma atuação corajosa digna de nota.
É um filme repleto de emoções diferentes, situado em uma aldeia com paisagens deslumbrantes, desenrola em um ritmo fácil com personagens exóticos - Uma trama sedutora que seduz e engana nos fatídicos minutos finais.
Um filme com uma protagonista que é uma ninfeta (adolescente sexualmente provocadora e apaixonada por um adulto), mas o filme aborda o aspecto erótico e pitoresco de toda a aldeia. Mais lembra algo como "Meu Primeiro Amor (1991)" que o "Lolita (1962)". É bem despretensioso e a abordagem ao erotismo beira a ingenuidade. Uma boa fotografia sem filtros de correção e trabalhos de pós-produção que padronizam tudo ultimamente. Os pontos de luz são muito bem escolhidos, junto com o uso de silhuetas. O mais bacana é que em alguns momentos realismo e onirismo confluem...
"Eu vim observar a luz da estrela moribunda."
...Um cão errante que perdeu seu mar
uma mulher que arde num vestido vermelho
militares sem boa mira
sanguessugas para purificar o ímpeto da sexualidade
um barco que navega na planície
uma ninfa desprovida de erotismo
pênis nos rolamentos
um conselho: "Pense antes de atirar"
um tenente crucificado por dor nas costas
ópera numa banheira cheia de melancias
27 centímetros e 27 beijos perdidos
Emanuelle...
;)