Os 8 Magníficos

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Os 8 Magníficos (2017)
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Média do filme: 3.1 de 5 — baseado em 52 votos
MÉDIAFILMOW
3.1
52 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Domingos Oliveira
Data de lançamento 8 Out. 2017 Outras datas
País de origem Brasil 🇧🇷
Duração 70 min (1h010)
Classificação indicativa de Os 8 Magníficos: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

8 Out. 2017

Duração

70 minutos Classificação indicativa de Os 8 Magníficos: 12 - Não recomendado para menores de 12 anos
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Sinopse

Em um dia de domingo, os atores Maria Ribeiro, Fernanda Torres, Wagner Moura, Carolina Dieckmann, Sophie Charlotte, Mateus Solano, Alexandre Nero e Du Moscovis almoçam na casa de um deles. O evento dá início a uma discussão espantosamente sincera sobre a arte de representar, a profissão e, sobretudo, às dúvidas sobre o amor e a vida.​

Elenco

Nenhum elenco encontrado.

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A Vida Por Um Sonho | Trailer Legendado

A Vida Por Um Sonho

Comentários 0
amigos querem ver
laygouveia
Larissa
½
3 anos atrás

O zoológico de vidro de Domingos de Oliveira ou “toda alma de artista quer partir”

“Palmas pro artista confundir
Pernas pro artista tropeçar”
(Edu Lobo & Chico Buarque, 'Na Carreira')

É possível que intuir a proximidade do fim acione no subconsciente de um criador a necessidade de reagrupar seus feitos, reunir muita gente (sua gente) ao mesmo tempo, enfim deixar um testamento de que cresceu e multiplicou-se.

Ou no caso específico do último trabalho de Domingos de Oliveira, ‘Os 8 Magníficos’, e por pairar sobre o ofício do ator, talvez tenha sido um velho fetiche irresistível para um diretor-domador: o desejo de observar bem de perto esta espécie estranha, capaz de assumir o frequente risco de extinção de si mesmo  —  e aqui, aparentemente domesticada, esquece-se o risco  — , reunida numa espécie de zoológico onde cada fera poderia ser feita de vidro; como os bichinhos de cristal colecionados por ‘Laura’, da peça de Tennessee Williams, ‘O Zoológico de Vidro’, que a faziam fugir de sua realidade limitada pelo seu problema físico. E um diretor, qualquer diretor, não deixa de ser também essa espécie de colecionador ; Domingos, ele próprio, já então arcava com o peso das limitações de sua fala e locomoção.

Sujeitos ao fascínio e a zombaria do olhar externo, num esconde esconde entre a vitrine que os vende e a verdade que os desorganiza, seus bibelôs camaradas estariam sempre a ponto de se partir e revelarem-se. A ideia, se não é ruim, peca pela ambição. Tivesse ‘Os 8 Magníficos’, título quase homônimo — um trocadilho com o Western ‘The Magnificent Seven’ — sido condensado em modestos 4 ou 5 e teríamos um material provavelmente mais fecundo em interação e resultado final.

Autor das séries de entrevistas ‘Todos os homens do mundo’ e ‘Todas as Mulheres do Mundo’, apesar de nelas não ter focado exatamente no ofício que guia esse documental, em ambas sim Domingos foi mais hábil em trazer à tona o que há de palpitante nos atores, impostores por natureza — e se era sempre Oliveira quem, fora do enquadramento, sacudia a capa na cara do entrevistado; nos depoimentos colhidos, ele soube também ser toureado. O material que obteve de Pedro Cardoso, por ex., é uma prova de como entrevistar ou documentar um ator não é abrir a portinhola e enfiá-lo na jaula direto para feira de exposição, trata-se de acender o halo com fogo e esperar que ele venha correndo em direção à luz.

‘Os 8 Magníficos’ não mantém o formato de ‘Todos os homens do mundo’, aquele tête-à-tête com a câmera ante perguntas quase que apenas sugeridas porém feitas por Priscilla Rozenbaum — que com seu tom, não asfixiante, exercia sobre o convidado efeito semelhante ao do ‘Flautista de Hamelin’ hipnotizando os ratos que o seguiam sem relutar.

Filmados num único dia, numa sala confortável, amontoados e distribuídos no espaço do lar doce lar da participante e idealizadora do projeto, Maria Ribeiro, Oliveira tem a ilusão de ter permitido que seus peixinhos ornamentais se exponham  —  e o olhar fascinado de quem os imagina fluindo à vontade. Mas a proposta, como o aquário, é restrita ao espaço. E supor que seres, acostumados a nadar sob a arquitetura da inverdade, se desarmem só porque estão contidos num recipiente, nos diverte como ver um hamster numa roda.

E se o resultado foi bastante expositivo, é sobre nos revelar as escolhas felizes e infelizes do diretor.

Entre as infelizes decisões: pegando carona num ridículo inerente à arte de representar, o filme manteve cenas desnecessariamente constrangedoras  —  Sophie Charlotte desajeitada contando a “piada” é um exemplo disso; as atrizes cantando o tema dum musical que fizeram, com letra de acento erótico, apenas entediando o restante do grupo, é outro. Uns cortes na ilha de edição e o diretor teria poupado a elas e a nós desse, ehr, excesso de verossimilhança.

Recordo-me de uma entrevista, no programa 'Tarja Preta', onde Marco Nanini se referiu a uma espécie de "bolsão de realidade" —  que o fazia, por instantes, furar a magia da bolha do intérprete e se sentir um homem insuportavelmente ridículo durante a representação de um personagem. Sophie e Carolina Dieckmann, falemos aqui sobre o movimento contrário: o de sentir-se insuportavelmente estranha no ninho da realidade (ou do filme).

Naquele jogo espelhado entre o que é emoção de fato e o que é dramatização, mote que um dia Eduardo Coutinho imortalizou no seu também documental ‘Jogo de Cena’— aliás: o beijo de Alexandre Nero na Maria Ribeiro, ao se despedir dos ‘7 magníficos’, ‘é ou não é’? — aqui os reis estão ‘nus com a mão no bolso’. E aquilo que saboreamos como espontaneidade, montinho de gente amiga esmagando-se ao som de ‘Puro Teatro’ (na voz overacting de La Lupe), não passa de pressão da atmosfera.

Mas se Coutinho, a pulso firme, soube navegar sobre essa fronteira entre verdade e mentira confundindo-nos e tirando proveito dos opostos que se atraem, Domingos se trai ao manter a mão do titereiro mal escondida acima dos seus ventríloquos. Um clima de performance, de espontaneidade induzida reina na maior parte do tempo. Embora, aparentemente, ele deixe o barco correr frouxo, ‘8 magníficos’ está mais pra uma dinâmica de grupo de trabalho do que para uma quebra de quarta parede.

Falemos das escolhas felizes: a (oni)presença de Wagner Moura e Fernanda Torres. Eles se esparramam de tal forma, fazendo o restante do elenco parecer “frágil e inconsistente”, que fica difícil não deduzir que Domingos tenha lhes designado os papéis de protagonistas. Será o carisma arrasador de ambos? Que, naturalmente, se sobressairia em qualquer rodinha de amigos fora da moldura de uma tela. Ou ainda o jogo de cena? Efêmero, capturado por dois atores bem posicionados. “To be or not to be that is the question”.

Fernanda, com sua inteligência móvel que a mantém cômoda em qualquer espaço, sabe aterrissar suavemente na fração de segundo duma frase irresistível. Talvez por isso tenha feito sua colega, Maria Ribeiro, confessar sentir-se burra na presença dela (Um elogio incontrolável? Ou parte do nítido papel de alguém que é autossabotador? Papel que Maria, a anfitriã, tomou para si nesse documentário).

Já o completo domínio cênico de Wagner, por exemplo contando a história da dinâmica do jequitibá, com os braços exageradamente abertos espalhando suas ramas na sala de estar (fisicalidade aliás típica no povo baiano), não o impede de se desarmar durante a confissão do colega — Du Moscovis, num arroubo de temperatura controlada, confessa algo como um crush hétero por Wagner.

“Apaga-te, chama breve” dizia um tal de William Shakespeare ao dar um nó entre a natureza perecível da arte do ator sobre um palco e a própria finitude da natureza humana. Oliveira, neste que viria a ser seu próprio grand finale, se propôs a inflamar essas tais labaredas vaidosas no espírito dos artistas; mas o máximo que obteve deles foi um teatrinho de sombras sob a luz do fogo.

Larissa Gouveia

editado
misterlukki
Lukki Misterin
½
5 anos atrás

Aí, amei passar uma horinha na presença desses gênios.. Principalmente Wagner e Fernanda

taliiita
talita
5 anos atrás

a fernanda torres é a atriz mais divertida da tv brasileira

caio_mendes_
Caio_
5 anos atrás

Os 8 Magníficos - 2017 - Brasil - visto no dia 29.05.20
A ideia do documentário é muito interessante, mas penso que foi mal executado e superficial em algumas partes e nem todas as participações são aproveitáveis no longa. Vamos lá: a ideia é legal pois traz certas reflexões sobre o árduo trabalho de ator e suas dificuldades e as vezes a falta de reconhecimento pelo seu trabalho. Algumas pessoas entendem as suas dificuldades profissionais e quais são os empecilhos dos seus trabalhos mas o problema é que todos os assuntos discutidos no longa nada são aprofundados, sim como falei são citados meramente bem por cima. Com participações de grande gabarito (maioria) e perderam a oportunidade de falar, abordar, ensinar e aprofundar um tema que é pouco conhecido pela maioria do público: artes cênicas na televisão, cinema, teatro e seu funcionamento. Nem todas as participações são boas: entre as mulheres a que articulava melhor as ideias era Fernanda Torres com sua experiência, falas, consegue conduzir bem o diálogo ao longo do tempo, além tbm de Maria Ribeiro (simpática, e que traz uma reflexão da profissão de atriz

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

como algo mais profundo, emocional e comportamental e de como a profissão influência a sua vida pessoal

) foi algo muito bem vindo. Ela falando e se expressando traz uma sinceridade única. Caroline Dickmann nem direito falou. Só ficou praticamente com cara de tacho não agregando nada. Sophie Charlotte é estilosa, linda, grande atriz, ela interpretando e entrando no personagem, foi sensacional. Entre os homens as melhores participacoes é do Wagner Moura com a sua bagagem na área, e tbm da participação de ( Mateus Solano). O restante como Alexandre Nero, e Du Moscovis foram bem pequenas. A filmagem é confusa: com duas filmagens lado a lado diferentes, e ficava confuso em qual ver. Participação do Domingos é daquele jeito: difícil entender sua dicção, e tbm ele estava bem debilitado por causa da sua saúde, ficou mais como admirador daquela geração mais recente de atores que estão em evidência no Brasil (alguns). Gostei muito da fotografia, belas imagens e alguns enquadramentos mas a direção em si deveria ter tido mais cautela (pois essas imagens simultâneas na tela não ficou bom). Aqui antes de finalizar, Domingos traz belas, importantes reflexões sobre a inteligência, burrice e felicidade. Penso que mesmo assim, o documentário foi insuficiente no contexto que queria trazer e foi decepcionante em algumas participações mas vale para ver a interação entre atores conhecidos que estão a vontade em tela falando de assuntos alguns interessantes e outros nem tanto. Penso que é um novo experimento de Domingos. Encerro aqui com um grande diálogo de Domingos que é uma das melhores partes do filme:
Comentário contando partes do filme. Mostrar.

Uma das maiores faltas do ser humano é não saber ser feliz quando ele é. Não sofram! Vocês são bonitos, inteligentes e jovens. Não sofram. Sejamos felizes agora. Está é a única novidade que vocês podem trazer para o mundo de hoje

.
Nota: 6,5

dino_lopes
Junior Lopes
6 anos atrás

Quero ver, mas bem que a Carolina poderia ir fazer uma café , e ficar fora de cena até o final rs...

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