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Em Israel, o Shin Bet é um organismo de segurança nacional, conhecida pelo estrito sigilo quanto às suas atividades e aos membros que a compõem. Este documentário entrevista todos os antigos líderes ainda vivos desta organização.
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Visão única do Shin Bet
Neste documentário, o cineasta entrevista seis ex-chefes do Shin Bet, o serviço de inteligência israelense. As entrevistas pintam um quadro da situação de segurança que Israel está enfrentando e das decisões que tomou em seu conflito com os palestinos.
Fiquei surpreso ao ver que esses ex-chefes do Shin Bet tinham uma visão muito mais sutil do conflito do que eu esperava. É claro que eles têm defendido Israel e ainda são cidadãos israelenses e ainda estão por trás das decisões que tomaram e que custaram vidas palestinas. Nesse sentido, eles são "pró-Israel". Por outro lado, alguns deles discutiram abertamente a possibilidade de um Estado palestino, falaram dos palestinos de uma maneira muito mais humana do que muitos israelenses e criticaram abertamente a política de segurança de Israel nas últimas décadas, tanto do ponto de vista humano quanto profissional, de segurança.
Um dos entrevistados, por exemplo, disse que o terrorista de um povo é o combatente da liberdade do outro, o que não é apenas muito verdadeiro, mas também mostra que essas pessoas, ao longo de sua história no Shin Bet, alcançaram uma maneira diferente de ver o conflito. Achei isso um aspecto muito surpreendente e interessante do filme.
Vi o filme no Festival Internacional de Documentários de Amsterdã (IDFA). O criador do filme esteve presente na exibição e respondeu a perguntas do público após a exibição. Havia uma mulher israelense na plateia que condenou o criador de ser anti-israelense e pintar uma imagem muito positiva dos palestinos e, logo em seguida, havia um holandês na plateia acusando o fabricante de pintar um quadro muito pró-israelense. Isso só mostra a incrível sensibilidade em torno do assunto. Eu mesmo estava me perguntando "de que lado ele está" quando o filme começou. O filme, no entanto, não mostra realmente os pontos de vista do cineasta, mas os pontos de vista dos ex-chefes do Shin Bet, que é uma perspectiva inteiramente nova, porque a maioria dos filmes sobre esse conflito é criada a partir de um certo ponto de vista político.
Acho que o criador fez um trabalho muito bom em conseguir que essas seis pessoas importantes participassem de seu documentário, porque as opiniões dessas pessoas são importantes e difíceis de ignorar. Não é um filme que foi inspirado por sentimentos de direita ou de esquerda, foi um filme imparcial que mostra as opiniões das seis pessoas que estiveram na vanguarda desta guerra por muitos anos. Estou muito surpreso ao ver quais serão as reações a este filme em Israel. Recomendo-o vivamente a qualquer pessoa interessada no conflito israelense-palestino.
Muito bom.
Achei todavia, os Agentes do Shin Bet, com coração muito mole.
Não se deve ter pena de terroristas.
Eles devem ser executados mesmo e sem misericórdia alguma, pra servir de exemplo.
Acabo de assistir o documentário The Gatekeepers ("Os Guardiões") - disponível no Now, canal HBO, da Net - curiosa em ver os que diriam seis dos ex-chefes do Serviço de Segurança Geral Shin Bet de Israel sobre a história do conflito com os palestinos/árabes, ainda mais nesse momento trágico onde mais uma vez, mortos de ambos os lados surgem de um conflito que parece não ter fim. Imagens de arquivo intercalam os depoimentos que ora analisam determinados momentos históricos, e ora se permitem analisar a situação de uma forma geral. Se de um lado choca a "frieza" com que alguns tratam operações militares que acabaram por resultar desastrosas em termos de perdas de vidas civis, de outro me surpreendeu perceber, em outros, uma racionalidade que não esperava encontrar em homens que estão por trás dos conflitos mais sangrentos das últimas décadas, que têm a difícil missão de decidir sobre a vida e morte de outro(s) ser(es) humano(s). Nas entrelinhas, pode ser visto o conflito entre política x segurança e o "choque" (se é que esses homens ainda se surpreendem com alguma coisa) de descobrir que, às vezes, o pior inimigo é aquele criado dentro de sua própria casa, e acaba por fazer mais estrago que o inimigo externo. O documentário contém imagens fortes e os depoimentos me pareceram os mais sinceros possíveis, dentro do que se pode esperar como "revelação" do trabalho desses chefes de um dos mais temidos serviços de segurança do mundo. Triste é ver que, depois de tantos anos, as mesmas cenas se repetem, em looping infinito. E a conclusão a que se chega é que o ódio tanto impregnou a base da sociedade de um lado, quanto de outro, que ninguém mais acredita em uma solução pacífica, de tão acostumados com a violência. "A minha vitória é ver o teu sofrimento" é uma das frases que marcam o documentário... Que triste!
E tem gente que acha o seriado Homeland exagerado....
Interessante notar que todos os ex-diretores do Shin Bet consideram a estratégia de combate ao terror um caminho sem saída. A melhor frase é a que encerra o doc:
- Israel ganhou todas as batalhas, mas perdeu a guerra.
E o difícil é imaginar alguma saída com a visão e ação dos extremistas israelenses e árabes, como mostrado muito bem no doc.
Não sei o que é mais assustador, verificar a naturalidade e ausência de arrependimento dos líderes do serviço secreto judeu ou constatar que a guerra Israel versus Palestina pode jamais chegar ao fim.