Um jogador de pôquer trapaceiro e simpático. Uma prostituta grávida. Um beberrão que vive sob efeito de álcool. Um escravo fugitivo que conversa com os mortos. Estes quatro personagens tão incomuns terão que unir forças para sobreviver às provações do deserto, depois que um grupo de extermínio mata ou expulsa todos os cidadãos de má índole de uma pequena vila do Velho Oeste. Mas o encontro do quarteto com um sádico bandido chamado Chaco marcará o início da tragédia.
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Finalizar hoje minha maratona de spaghettis. O exemplar da vez é Os Quatro do Apocalipse.
Filme estranhíssimo, que defino como um anti-western hippie. É basicamente uma parábola sobre 4 desajustados (um jogador, uma prostituta, e um bêbado e um negro) buscando redenção enquanto seguem sem rumo pelo deserto. No meio do caminho encontram um maníaco (Thomas Millian, com uma caracterização fora do comum). Tem estupro, sodomia, canibalismo, e viagem de alucinógenos à lá Sem Destino. A trilha sonora é um caso à parte, musica pop da melhor qualidade (a canção-tema seria aproveitada posteriormente pela novela global Locomotivas). 4,5/5 (conheço esse há uns 20 anos, tenho memória afetiva).
Um faroeste diferente comandado pelo mestre Lucio Fulci, com uma carga dramática mais alta que o de costume, mas boas doses de violência com direito a uma amostra do gore que acompanharia o diretor em seus bons filmes.
17-03-2024
Surpreendentemente encontrei este westen dirigido pelo ótimo Lúcio Fulci na plataforma PLUTO TV, legendado e com excelente imagem. O filme é uma ode ao existencialismo e, notadamente, a trilha sonora envolvida é deveras hippie (e belíssimas) impregnando ainda mais uma aura existencialista à trama. As situações roteirísticas nos oferecem uma mudança em vários momentos da história, de modo que, a estória não perca o encanto sob égide da vingança e do amor. Faroeste singular e atípico dirigido com esmero por Lúcio Fulci que nos proporciona fotografia, ângulos e enquadramentos de cena belíssimos.
Deparei-me com este filme na madrugada do Canal do Boi. Como eles não anunciam o título, fiquei no aguardo de algum detalhe que permitisse identificação: e nada vinha! Pelo contrário, deparei-me com um faroeste absolutamente inaudito, com trilha musical preenchida por canções hippies e um enredo que insere uma inusitada seqüência de canibalismo. Fiquei chocado! Precisava ver este filme na íntegra: quando descobri quem era o diretor, não acreditei. Lucio Fulci dirigindo um faroeste? Uau! 'Gore' na certa! Adorei: além de a química entre os atores heterodoxos ser ótima, o roteiro costura várias subtramas paralelas mui distintas, de modo que, a cada quinze minutos, o filme modifica-se completamente, parece outro, sempre genial... Magnificamente dirigido e com uma trilha musical esplêndida. [Pitorescamente, assisti ao filme dublado, e soube depois que esta versão recebeu inexplicáveis inserções morriconeanas. Que até funcionaram bem, mas deixaram a cópia com cara de filme da Boca do Lixo, o que adorei! kkkk] É quase a-tautológico, exceto por um inevitável duelo perto do final, ainda assim inesperado. Adorei. Lucio Fulci é mestre, e sabe renovar-se brilhantemente noutros gêneros! (WPC>)
Um faroeste com uma carga dramática