a morte atravessa a carne humana, seja no drama barroco da finitude da vida e, quero dizer, na iminência de sermos atingidos pela decomposição da matéria ou pela morte que nós mesmos nos infligimos e em tudo o que se move
seria pertinente aí pensar na natureza humana em sua similaridade com a natureza do fogo, que só existe no aniquilamento de outra coisa; o fogo não é nada, mas morte
O destroçamento do homem nas gravuras é excepcional, são lindas, incômodas, porque embora pareçam oníricas soam por noutras horas muito verdadeiras, e em outras a própria realidade, tem um simbolismo bem definido, e pela simplicidade dos traços nos consegue prender e passar clara uma mensagem, assim como as cenas (que gosto bastante) de crianças reproduzindo violência, é interessante, no mínimo questionador, o porquê das brincadeiras lúdicas das crianças serem assim tão violentas. Não creio que somos isso enquanto espécie, biologicamente falando, mas socialmente somos embalados nessa canção da violência desde cedo.
“And what does man do when he isn’t killing other men? He kills what resembles himself the most”.
a morte atravessa a carne humana, seja no drama barroco da finitude da vida e, quero dizer, na iminência de sermos atingidos pela decomposição da matéria ou pela morte que nós mesmos nos infligimos e em tudo o que se move
seria pertinente aí pensar na natureza humana em sua similaridade com a natureza do fogo, que só existe no aniquilamento de outra coisa; o fogo não é nada, mas morte
O destroçamento do homem nas gravuras é excepcional, são lindas, incômodas, porque embora pareçam oníricas soam por noutras horas muito verdadeiras, e em outras a própria realidade, tem um simbolismo bem definido, e pela simplicidade dos traços nos consegue prender e passar clara uma mensagem, assim como as cenas (que gosto bastante) de crianças reproduzindo violência, é interessante, no mínimo questionador, o porquê das brincadeiras lúdicas das crianças serem assim tão violentas. Não creio que somos isso enquanto espécie, biologicamente falando, mas socialmente somos embalados nessa canção da violência desde cedo.
"E o que faz um homem quando não está matando outro homem? Mata todos os que se parecem!"
"The killers judge the killers and the dead rise to offer their executioners' heads to other executioners. The world is in fact a vicious circle."