No início do século XX, alguns presos realizam uma fuga e criam uma gangue que cruza o deserto. Um desses homens é Zach Provo (Coburn), um meio índio que foi capturado por Sam Burgade (Heston) e enviado para a prisão durante a última parte do século XIX.
Provo planeja sua vingança.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Heston e Coburn em Um Faroeste Brutal , E Que podia ter Rendido Mas!
Western violento e brutal (não há como ficar insensível ao estupro de Barbara Hershey), situado já no fim do período de 'velho oeste', onde a tecnologia já alterava a vida dos habitantes das terras 'da fronteira'. Heston e Coburn seguram bem a coisa como dois adversários encarniçados em um último duelo cruel.
Faroeste dramático da 20th Century Fox que foi baseado no romance de 1971 "Gundown", de Brian Garfield (1939-2018). Último filme de faroeste para o cinema dirigido por Andrew V. McLaglen (1920-2014), que era um veterano do gênero. Ele dirigiu mais alguns filmes de faroeste para a televisão.
Brian Garfield reescreveu o roteiro sem créditos durante a produção. O roteiro foi muito fiel ao seu romance original. A publicidade deste filme declarou que o filme seguia a tradição de clássicos faroestes como Os brutos também amam (53), Matar ou morrer (52) e No tempo das diligências (39). Charlton Heston (1923-2008) e James Coburn (1928-2002) já atuaram juntos em Juramento de vingança (65), de Sam Peckinpah. E ambos co-estrelaram sozinhos com Senta Berger. Neste filme, para Heston - com Coburn como personagem coadjuvante - e A cruz de ferro (77) para Coburn. Filme de estréia do ator no cinema Larry Wilcox.
Boas atuações de todo elenco. Acima da média do gênero. Discute os efeitos do aparecimento de telegramas, telefones e carros no ano de 1909, no Arizona. A estória é um retrato aproximado e realista dos dias finais de um Velho Oeste subjugado pela civilização. Heston é um tipo de herói arcaico e aposentado, mas sua abordagem é a única que pode corresponder à de Coburn, um sujeito truculento e violento. O elenco oferece performances críveis e realistas, com roteiro e direção contribuindo com elegância, embora as mensagens subjacentes recebam ênfase indevida.
Andrew V. MacLaglen capricha no tom de suspense deste bom faroeste setentista cujo passou nas noites da Rede Globo. O enredo é sobre vingança (trivial) propiciando personagens nojosos e pouco confiáveis. Ex-detento consegue fugir de uma prisão o qual era feito de escravo e sai a procura do homem que lhe colocou naquela prisão. Para isso, rapta a filha para que o algoz vá a sua busca. O filme tem cenas de impacto, sobretudo, a respeito da violência contra a mulher. Há também dois atores excelentes no cast; Charlton Reston (protagonista) que é o pai da moça raptada e que vai em busca da filha. E James Corbun (antagonista) que é o bandido fugitivo em busca de vingança. Nem preciso dizer que os estão excelentes em seus papeis. E o que dizer de Barbara Hershey que exerce uma interpretação dramática e soberba, mesmo num papel menor.
Gostei muito deste filme.
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A direção do filme não é de todo melhor, deixa a desejar em alguns pontos, mas o clima de tensão criado até o encontro dos personagens rivais Sam Burgade e Zach Provo nos deixa com os olhos bem arregalados frente a tela.
Outro quesito bem interessante no filme é a atuação dos atores Charlton Heston e James Coburn, os dois vestem a carapuça do cabra macho pronto pra guerra, ambos vão de encontro aos seus objetivos sem medo de chumbo grosso e da morte.
É um bom faroeste de perseguição com dois excelentes atores que ajudaram o filme a não ser abaixo de mediano.