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Data de lançamento
29 Nov. 1963Duração
Júlio, de dezanove anos, desloca-se da província para Lisboa, tentando a sorte e procurando ganhar a vida como sapateiro. Mal chega, um acaso leva-o a conhecer Ilda, uma jovem da sua idade, empregada doméstica numa casa ali ao pé da oficina. O jovem provinciano sente-se num ambiente estranho e hostil. A cidade inquieta-o. Sucedem-se várias coisas que o perturbam. Começa a desconfiar da Ilda, que acaba com o namoro.
O filme inaugura o Cinema Novo (ou Novo Cinema) Português, em 1963, com belíssimas contribuições do músico Carlos Paredes e sua guitarra.
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Acabei de assistir este filme em Lisboa, no pátio do Polo Cultural Gaivotas, com a Isabel Ruth, Ilda do filme, na platéia. Que dia.
A história do filme é, basicamente, a tentativa de Júlio em conviver com a sua nova realidade, abandonando a sua inocente mentalidade de província para sobreviver no mundo adulto da metrópole; ao mesmo tempo se envolve romanticamente com Ilda, uma jovem empregada doméstica. Porém, as adversidades se mostram mais fortes do que Júlio, tornando-o uma daquelas pessoas derrotadas pela cidade de Lisboa, o que acaba resultando em um final trágico. o interessante em Os Verdes Anos é que mesmo marcado por um clima de fatalidade, com o seu argumento baseado em um crime noticiado pelo jornal, não é dado ao espectador uma experiência melodramática, ao contrario, o que se torna mais perceptível no filme é a pureza das personagens, com a mocidade de Ilda e Júlio ocupando muito mais espaço do que a infelicidade que está presente na história.
Fica clara a busca de Paulo Rocha por um caminho mais singelo para construir um drama sobre a confusão mental de um individuo. A busca pelo simples é tanta que o momento do ápice dramático é dado ao espectador somente através de um delicado suspiro, com a visão bloqueada por uma janela opaca. É nesse desvio na forma de narrar o drama que o filme de Paulo Rocha rompe com o cinema clássico português, abrindo as portas para tantos outros nomes do novo cinema de Portugal.
bonito
7.9 - Um filme de Paulo Rocha, realizador português, do qual se diz que inaugurou, com esta mesma película, em 1963, o chamado Cinema Novo Português! Trata-se de uma história de amor, entre um provinciano recém-chegado a Lisboa, Júlio (Rui Gomes), aprendiz de sapateiro e uma "sopeira", nome dado antigamente às criadas domésticas que trabalhavam em casas de gente fina, Ilda (Isabel Ruth). Pode-se dizer que a personagem de Júlio é a de alguém que chega a uma realidade nova a que se tem de adaptar, tanto a nível profissional, social como também a nível amoroso ou romântico, com a chegada de um amor novo. Pessoalmente achei um filme razoável na construção, sem grandes efeitos, com uma história que mais parece um "fait-diver", algo inconsequente e sem objectivo aparente. Foi uma película premiada com o prémio de Vela de Prata para a Melhor Primeira Obra, no Festival Internacional de Cinema de Locarno, em 1964, e inaugurou uma nova época do cinema português, com um cinema mais de "autor" e não tão "popular". Destaque claro para a música, belíssima por sinal de Carlos Paredes, na guitarra; Fernando Alvim, na viola e nas letras de Pedro Tamen!
"Verdes Anos" filme marcante da revolucionária corrente do "Cinema Novo" português.