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Pouco depois da reunificação alemã, três residentes de uma zona calma a norte de Berlim falam sobre seus planos e tentativas de novos recomeços econômicos em meio às mudanças trazidas pela queda do Muro de Berlim.
O segundo filme de Christian Petzold é seu único documentário até hoje, produzido com a ajuda do diretor Thomas Arslan. Entrevistando residentes da antiga Alemanha Oriental sobre a mudança econômica, o diretor explora um tema que serviria como tendência para suas obras-primas posteriores.
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Único documentário de Petzold, que estava no começo da carreira, e mostra a visão da unificação da Alemanha pela visão de pessoas que estavam no lado da RDA. A primeira personagem a aparecer, a maquiadora facial, é a que trás mais peso ao curta, suas divagações e suas percepções e análises a respeito das duas Alemanhas faz a gente ter uma visão completamente diferente daquela vendida pelo lado propagandista pelo mundo ocidental. O segundo personagem não trás nada de muito interessante para a discussão, porém o terceiro faz uma ponte com o passado e liga com o medo e a esperança que há no futuro, fiquei pensando no que será que aconteceu com seu negócio. É interessantíssimo do ponto de vista histórico e antropológico. O impacto que toda a obra do diretor terá com assuntos que são trazidos aqui também fazem deste curta ter uma importância relevante em sua cinebiografia.
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Aquela cena final do trem passando por arbustos escuros fica evidente a mensagem do autor: as rupturas são necessárias ainda que o futuro seja incerto.
Com exceção da primeira personagem, a artista, todo o resto emana um ar de insegurança no futuro. Imagens turvas, muitas vezes indistintas, depoimentos enfadonhos de pequenos sonhos e projetos. O filme abre e fecha com imagens de carros e trens em movimento, símbolos do inexorável progresso, mas não necessariamente de bem-estar. Um alquebrado retrato de uma época de transição.
Os traços arquitetônicos do diretor são claramente reconhecíveis e o primeiro depoimento (o da maquiadora) é excelente, mas achei que o filme fica muito "local" do meio para o final, quiçá dependente de uma conjuntura de época, hoje modificada/banalizada. Mas as imagens impactam bastante, ainda que as demais entrevistas não sejam tão poderosas. (WPC>)
Muito bom! Adorei a primeira conversa, com a mulher que fazia pintura facial.