Outerborough

2005

Outerborough

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salvando
9 minutos

Em Outerborough, Morrison duplica a imagem de uma viagem de bonde na ponte de Brooklyn no final do século XIX e vai progressivamente acelerando esta imagem até ao ponto de tornar a paisagem abstrata - transforma-se num túnel de ferro que nos engole - numa experiência fenomenológica.
[Fonte: Mko]
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(...) Um deles, Outerborough, é uma perolazinha. Pega num filme de 1899, feito por um operador da American Mutoscope & Biograph (uma espécie de equivalente americano dos operadores que, na Europa, trabalhavam para os irmãos Lumière), com a câmara montada no lugar do condutor de um eléctrico que atravessa a ponte de Brooklyn a caminho de Manhattan. Só por si, é um "documento" espantoso.

Morrison faz dele uma "experiência" perceptiva, duplicando a imagem e espelhando-a (física e temporalmente), para dois movimentos em sentido contrário a coexistirem no espaço de um ecrã com as dimensões do scope; os planos são repetidos várias vezes, progressivamente acelerados, até que nada fique senão uma espécie de "pasta" visual, um "túnel" a que só faltam as cores para ser psicadélico (mas não deixa de lembrar a trip do astronauta de 2001-Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick). O efeito hipnótico é garantido, e não por acaso a produtora que Morrison fundou para fazer os seus filmes levou como nome Hypnotic Pictures... Efeito intensificado pela associação com a música, que acaba por ser, na verdadeira acepção da palavra, a "pauta" que estrutura os ritmos e os movimentos da montagem (Bill Frisell, Steve Reich, Gavin Bryars, Gorecki, entre vários outros).
[Fonte:Luís Miguel Oliveira - Publico.pt]

Estreia Mundial:
2005
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