Na Suécia de 1868, o desespero provocado pela fome leva camponês a matar um boi do patrão para alimentar a esposa e a filha. Ninguém suspeita de nada até que a carne está acabando e Helge tenta vender o couro em um mercado. Ele é visto pelo pastor local e, com remorso, confessa. O vigário faz com ele se entregue.
Estréia na direção (e única experiência) do diretor de fotografia Sven Nykvist, colaborador habitual de Ingmar Bergman.
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O inverno sueco de 1867 trouxe escassez generalizada. Não havia alimentos ou trabalho suficientes para assegurar a sobrevivência das pessoas. Nesse cenário, a fome não era apenas uma condição física, mas também uma prova espiritual e moral. Helge Roos, interpretado pelo formidável Stellan Skarsgård, é o personagem central do filme "Oxen", que se vê diante de uma escolha impossível: manter-se fiel às normas e valores que regem sua comunidade ou quebrá-los para salvar sua esposa e filha.
O povoado em que viviam era profundamente religioso, e o filme mostra como a fé, em vez de servir como consolo, funcionava como instrumento indireto de controle e punição. As leis humanas, severamente reforçadas pela religiosidade, exigiam que a fé se sobrepusesse à fome e à miséria. O ato desesperado cometido por Helge o conduziu a uma punição desproporcional, que não apenas abalou sua vida, mas também afetou violentamente Elfrida (Ewa Fröling), sua esposa.
"Oxen" coloca em questão a distância entre justiça e compaixão, e nos convida a refletir sobre o valor do perdão. Ele revela como a rigidez das normas sociais e religiosas pode se tornar desumana diante da miséria, e como a verdadeira medida da moralidade talvez esteja não na obediência cega às regras, mas na capacidade de compreender e aliviar o sofrimento humano.
Para começar. Que capa/cartaz nada a ver.
Filme mediano. Outros filmes similares me revoltaram mais que este.
"Em tempos de fome e necessidade não há muitas boas novas"
"Temos que ter força e coragem para combater o mal"
" Quem odeia aquilo que está certo?"
" Mas, aos olhos do Senhor somos todos pecadores, Svenning"
" Ouça-me. É tão fácil condenar as pessoas. Você deve saber"
Estou sem saber o que dizer desse filme
Triste e sensível. A injustiça sempre estragando vidas alheias...
Triste e belo ao mesmo tempo. Impossivel de condenar a atitude de qualquer personagem, de negativo só a cena da festa ao fim do filme, totalmente dispensável. Nota 8,0.