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Walter Neff (Fred MacMurray), um vendedor de seguros, é seduzido e induzido por Phyllis Dietrickson (Barbara Stanwyck), uma sedutora e manipuladora mulher, a matar seu marido, mas de uma forma que pareça acidente para a polícia e também em condições específicas, que façam o seguro ser pago em dobro (no caso, 100 mil dólares).
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Simplesmente adoro a forma como as tramas desenrolam suas camadas per-feitamente no cinema de Wilder. Aqui não é diferente.
que filme mais borocoxô
Reassisti 13 anos depois e felizmente minha memória de peixe fez como se fosse a primeira vez. Que filme maravilhoso!
Um detetive, uma loira fatal, Los Angeles, sombras e muito cigarros, eis a receita primordial do filme noir, aqui em um excelente roteiro e em uma discretíssima, porém perfeita direção de Wilder.
Excelente!
No grande esquema das coisas, Pacto de Sangue é apenas sobre assassinato, sexo e dinheiro? Bem, sim e não. Em parte, é, porque, acima de tudo, este é um filme de e sobre nuances. O crime de Walter Neff e Phyllis Dietrichson é uma fuga desesperada de uma existência tediosa de classe média, das idas ao supermercado, dos escritórios monótonos e dos cigarros baratos. Phyllis está entediada com o marido, e Neff está entediado com o emprego dele.
Nesse coquetel mortal, entra o amigo ansioso de Neff, Barton Keyes — em uma das melhores atuações de Edward G. Robinson. Keyes é um verdadeiro criminalista escondido na pele de um profissional de seguros, e o maior obstáculo no caminho dos conspiradores. A amizade entre os dois homens é uma das partes mais intrigantes do filme. Neff claramente ama Keyes, mas ele, tolamente, acredita que pode enganar o amigo.
E não podemos esquecer os diálogos afiados escritos por Raymond Chandler e Billy Wilder. São eles que fazem este filme brilhar. Incrível pensar que era apenas o quarto filme que Wilder dirigia na época. Que início de carreira, hein?
P.S. Mais um clássico pra você, mãe.