Pai e filho vivem juntos em um apartamento por anos, em um mundo confidencial, cheio de memórias e rituais diários. As vezes são como irmãos. Outras, como amantes. Mas o amadurecimento do filho, seus novos caminhos e uma namorada colocarão esse relacionamento em xeque.
Parece um sonho febril e não é de um jeito bom.
É meu primeiro filme do diretor, e sinceramente tenho muita pouca positiva a dizer sobre ele, ao menos não me senti entediado, a trama mesmo que quase inexistente mantém o interesse até o fim, acho interessante também que ele se desenrole num tempo-espaço muito difícil de definir, eu jamais diria que esse filme é de 2003 a estética, os diálogos tudo remete a forma de gravar de várias décadas passadas. Dito isso, muito subtexto, personagens que supostamente são importantes para a trama, como o vizinho, e o amigo soldado do pai que não sabemos quase nada sobre eles.. A fotografia embaçada como num sonho também não me agradou, nem as atuações. O intimidade quase homoerótica da relação dos dois obvia desde a primeira cena, nos longos olhares e contatos físicos frequentes me pareceu muito mais a história que o diretor desejava contar. A função da arte é desafiar aquilo que é sagrado, e aqui faltou coragem.
A intimidade e o amor são duas coisas que devem ser ensinadas por pessoas inteligentes e sensatas.
eu gostei demais desse filme, mas a cena inicial diz muito sobre um pai problemático, uma pena, pois pareceu uma romantização sobre o incesto, ainda mais sobre o filho gostar bastante de Tchaikovsky, que vivia uma homossexualidade, reprimida, inclusive acho que essa é a palavra, pois os dois parecem viver sentimentos sufocantes, cada qual com seu motivo, que no caso o filho gostaria de ser forte como o pai, e o dito cujo, agir como um, criando o sozinho, sem a esposa pra lidar com a parte sentimental, daí o flerte (cenas ''provocantes'') com o erótico. Se o filme fosse mais delicado como Happiness do Todd Solondz, seria melhor compreendido, ou se o filme não começasse daquele jeito!
Mesmo assim vale a pena, pra quem não se deixa levar pelo impacto (que é pouco, sendo bem honesto).
Muito profundo para o meu nível cinéfilo. Eu entendi a natureza dúbia presente na relação do pai para com o filho, retratada através de símbolos e rimas visuais, mas não consegui captar boa parte das nuances dramáticas. Enfim, um bom filme de drama.
Queria ter gostado, mas não consegui entender a mensagem passada.