Poxa, o filme não é ruim, só é cheio de atores amadores e uma direção meio falha, talvez pelo orçamento baixo. Fiquei imaginando isso com a direção do Copolla ou do Scorcese (Taxi Driver saiu no mesmo ano!). Já vi que tem refilmagem, ainda bem que vi o original primeiro.
Eu gostei, achei The Town That Dreaded Sundown (1976) um filme interessante, apesar de contar com um elenco pouco inspirado e relativamente desconhecido. A história, por outro lado, é bastante intrigante — eu não a conhecia e, depois de assistir, acabei pesquisando mais sobre o caso real que o inspirou. Inclusive, encontrei alguns vídeos e materiais sobre o verdadeiro “Assassino Fantasma” de Texarkana que pretendo assistir depois.
A aparência do Fantasma é boa, ainda que não seja exatamente tão intimidadora. O que mais desperta curiosidade é o fato de ele não ter falas nem uma história propriamente contada, o que faz sentido, já que nunca foi capturado. O filme até sugere, de forma sutil, que ele teria problemas psicológicos, mas não se aprofunda nisso — algo que deixa a narrativa um pouco superficial. Por se tratar de uma história real, havia um enorme potencial para um suspense mais envolvente, mas a execução acaba sendo sofrível.
Eu não entendia as notas tão baixas aqui, então resolvi dar uma chance — muito por causa do pôster chamativo — sem sequer saber que era baseado em fatos reais. Apesar de ser um filme curto, ele dá a sensação de ser mais longo do que realmente é, talvez pela falta de ritmo em algumas partes. Ainda assim, há algo fascinante na atmosfera rural e no retrato de uma comunidade aterrorizada por um assassino misterioso, o que ajuda a manter o interesse até o fim.
Curiosamente, o caso que inspirou o filme continua sem solução. Youell Lee Swinney foi o único grande suspeito dos assassinatos cometidos pelo chamado Phantom Killer em Texarkana, em 1946. Embora nunca tenha sido oficialmente acusado, foi ligado aos crimes por meio de descrições detalhadas dadas por sua esposa e cúmplice, Peggy, que se recusou a testemunhar contra ele em juízo. A investigação acabou esfriando, e as evidências físicas praticamente desapareceram. Swinney morreu em um asilo em Dallas em 1994. Mesmo assim, os principais investigadores do caso, Max Tackett e Tillman Johnson, acreditaram até o fim da vida que ele era o verdadeiro culpado.
Uma curiosidade adicional é que o filme mistura elementos documentais e dramatizados, algo pouco comum para a época, o que lhe dá um tom quase de crônica policial. Décadas depois, em 2014, o caso voltou à tona com o livro The Phantom Killer: Unlocking the Mystery of the Texarkana Serial Murders, de James Presley, que reafirma a culpa de Swinney — e também com o remake homônimo, que presta homenagem ao original enquanto explora o impacto duradouro desse mistério não resolvido.
- tinha tudo para ser um grande clássico do gênero, ainda mais por ser baseado em crimes reais e o visual do assassino é bem sinistro - mas se equivocam demais quanto ao tom do filme, direto descamba para o humor e enfraquece a narrativa
Poxa, o filme não é ruim, só é cheio de atores amadores e uma direção meio falha, talvez pelo orçamento baixo. Fiquei imaginando isso com a direção do Copolla ou do Scorcese (Taxi Driver saiu no mesmo ano!). Já vi que tem refilmagem, ainda bem que vi o original primeiro.
Eu gostei, achei The Town That Dreaded Sundown (1976) um filme interessante, apesar de contar com um elenco pouco inspirado e relativamente desconhecido. A história, por outro lado, é bastante intrigante — eu não a conhecia e, depois de assistir, acabei pesquisando mais sobre o caso real que o inspirou. Inclusive, encontrei alguns vídeos e materiais sobre o verdadeiro “Assassino Fantasma” de Texarkana que pretendo assistir depois.
A aparência do Fantasma é boa, ainda que não seja exatamente tão intimidadora. O que mais desperta curiosidade é o fato de ele não ter falas nem uma história propriamente contada, o que faz sentido, já que nunca foi capturado. O filme até sugere, de forma sutil, que ele teria problemas psicológicos, mas não se aprofunda nisso — algo que deixa a narrativa um pouco superficial. Por se tratar de uma história real, havia um enorme potencial para um suspense mais envolvente, mas a execução acaba sendo sofrível.
Eu não entendia as notas tão baixas aqui, então resolvi dar uma chance — muito por causa do pôster chamativo — sem sequer saber que era baseado em fatos reais. Apesar de ser um filme curto, ele dá a sensação de ser mais longo do que realmente é, talvez pela falta de ritmo em algumas partes. Ainda assim, há algo fascinante na atmosfera rural e no retrato de uma comunidade aterrorizada por um assassino misterioso, o que ajuda a manter o interesse até o fim.
Curiosamente, o caso que inspirou o filme continua sem solução. Youell Lee Swinney foi o único grande suspeito dos assassinatos cometidos pelo chamado Phantom Killer em Texarkana, em 1946. Embora nunca tenha sido oficialmente acusado, foi ligado aos crimes por meio de descrições detalhadas dadas por sua esposa e cúmplice, Peggy, que se recusou a testemunhar contra ele em juízo. A investigação acabou esfriando, e as evidências físicas praticamente desapareceram. Swinney morreu em um asilo em Dallas em 1994. Mesmo assim, os principais investigadores do caso, Max Tackett e Tillman Johnson, acreditaram até o fim da vida que ele era o verdadeiro culpado.
Uma curiosidade adicional é que o filme mistura elementos documentais e dramatizados, algo pouco comum para a época, o que lhe dá um tom quase de crônica policial. Décadas depois, em 2014, o caso voltou à tona com o livro The Phantom Killer: Unlocking the Mystery of the Texarkana Serial Murders, de James Presley, que reafirma a culpa de Swinney — e também com o remake homônimo, que presta homenagem ao original enquanto explora o impacto duradouro desse mistério não resolvido.
Assistido em 06/11/2025
02.10.25
- tinha tudo para ser um grande clássico do gênero, ainda mais por ser baseado em crimes reais e o visual do assassino é bem sinistro
- mas se equivocam demais quanto ao tom do filme, direto descamba para o humor e enfraquece a narrativa
pra epoca que o filme foi feito não achei tão ruim assim não, poderia ter um outro filme focando no serial killer.