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Duração
Em 1936, após a morte da mãe, a órfã Addie Loggins (Tatum O'Neal) fica sob os cuidados de Moses Pray (Ryan O'Neal), um vendedor de bíblias que na verdade é um vigarista, que pode ou não ser o pai de Addie.
Tentando entregar Addie aos parentes dela, Moses descobre que aquela menina de 9 anos é bem precoce, pois tem um enorme "jogo de cintura" e até mesmo fuma e pragueja.
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Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita
11.02.2004
Esse filme é tão gostoso de assistir, tão bonito, divertido, amável sem ser piegas (ou "quadrado"). Com um texto bem bacana, diálogos e atuações convincentes.
"Ryan O'Neal" está muito bem como "Moses Pray", um pilantra, "171", "bocão" que consegue ser carismático e inidentificável. Achei umas das melhores e diferenciadas atuações de "Ryan".
Uma coisa que equilibra (habilmente) bastante seu personagem em não cair em uma caricatura é o texto excelente, e o tom correto que o filme possui, aliado a adorável, esperta e "irritante" personagem "Addie Loggins", muito bem composta em suas camadas pela atriz mirim "Tatum O'Neal", que faz equilibrar a balança perfeitamente entre os personagens, fazendo você ver que "Moses", por mais que tenha atitudes questionáveis, duvidosas e imundas, sendo um mau exemplo, ele é o que é, e ainda tem um coração ali dentro que não quer se apegar ou deixar aflorar qualquer coisa parecida com esperança ou responsabilidade mais profunda no seu mundinho minúsculo. Ele é o que é, aceita isso, sabe que é errado, mas segue em frente.
"Tatum" e "Ryan" carregam muito bem suas cenas, esbanjando carisma, presença e segurança. "Peter Bogdanovich" é preciso em sua câmera, trabalhando muito bem com o texto que tem em mãos, o deixando crível, imersivo e interessante. Dando um tom "leve"/divertido, para uma trama "pesada", passada em um períodos sombrio da "grande depressão americana". Fazem muito bem seus deveres de casa, e levam muito bem suas passagens, te prendendo no está sendo contado.
Que é simples, mas com camadas de drama e tristeza permeando a obra em seus personagens, olhares, frases, motivações e ambientações. Tudo muito bem feito. A fotografia é excelente, combinou demais com o tipo de trama. Musica no ponto, e ambientações bem escolhidas.
Gostei muito mesmo. Uma grata surpresa. "Tatum O'Neal" ganhou o Oscar por sua atuação, sendo a atriz mais jovem a ganhar o Oscar. Uma pena que seu talento não tenha sido bem aplicado, as confusões com sua família, vida pessoal, drogas, tenham tomado boa parte de sua vida desde a infância, inclusive, o problemático relacionamento com o pai "Ryan O'Neal", outro com sérios problemas familiares, comportamentais, e com drogas diversas. O que acaba deixando o filme "curioso" e mais melancólico involuntariamente, pois, você sabe que dali (ou a partir dali), os dois nunca se entenderam direito, nunca tiveram um relacionamento legal, saudável entre pai e filho, não se deram bem por anos, e suas carreiras foram prejudicadas por esses abusos e problemas comportamentais diversos. Há muito de "Ryan" em "Moses" e muito de "Tatum" em "Addie", acho que por isso eles ficaram tão bem.
O calhambequinho com ambos pifou na estrada da vida, e seus rumos foram (infelizmente) bifurcados e tortuosos. Uma pena.
Enfim.
Visto: 23-05-2025
[Lembrete para mim mesmo] Uma das melhores atuações de "Ryan O'Neal".
Que filme delicioso. "Você ainda me deve $200!"
Bem divertido!
Apresenta um roteiro simples que nos dias de hoje seria muito mal visto, como entregar uma menininha para um homem totalmente desconto, bem como incentiva-la a aplicar golpes, serem pegos e no final não tirarem nenhuma lição de tudo isso. Kkkkkk
21.12.1988