Para salvar o casamento de sua noiva, um gângster sérvio homofóbico precisa se aliar a um organizador gay de eventos e montar uma equipe de segurança para a Parada do Orgulho em Belgrado.
Um filme que provoca diversas sensações, se por um lado diverte por ser meio besteirol e sarcástico por outro provoca incomodo e tristeza.... mas é um filmão.
Ansiava por ver este filme há exatamente uma década: desde o seu lançamento, fiquei atordoado, ciente de que o diretor repetiria a verve irônica de sua obra-prima BELA ALDEIA, BELA CHAMA. Ainda assim, surpreendi-me com as inúmeras provocações trazidas por esta obra devastadora: o glossário do início já é sobremaneira impactante e a primeira aparição dos 'skinheads' é apavorante. O protagonista é sinteticamente apresentado, tendo as suas características mais perigosas metonimizadas brilhantemente num banho, com várias canções ideologicamente sintéticas. Os diálogos são ótimos e os personagens são muito bem desenhados, inclusive em seus estereótipos. Dá medo, dá esperança, faz-os sorrir... Tudo ao mesmo tempo: fiquei impressionado. Mesmo quando equivoca-se em seus exageros à la Kusturica hipermoderno, o filme demonstra-se mui necessário em sua organicidade discursiva. Militância em prol do diálogo, não de uma categoria oprimida em si. Magistral. Meu filme favorito sobre o tal do Orgulho LGBTQIA+. Genial! (WPC>)
mas um filme necessário, infelizmente, enquanto existirem pessoas que querem destruir aqueles que são diferentes. Por tocar em tópicos tão sensíveis já merece ser visto.
O filme parte da premissa em falar dos grupos étnicos q se odeiam reciprocamente no que foi a Iugoslávia (sérvios, croatas, bósnios, albaneses, kosoveses) e um grupo q é, em consenso, odiado por todos eles: os gays. O filme se utiliza de um ou dois "Deus ex-machina" para solucionar os problemas q aparecem ao longo na narrativa, mas mesmo assim, o filme é muito simbólico. Um sérvio indo atrás de aliados em todos os países da extinta Iugoslávia, de povos q estiveram unidos por tantas décadas, e q acabaram entrando em conflito. A questão LGBT tbm é extremamente importante.
O q eu considerei como Deus ex-machina: a hora que o veterinário cuida do nascimento da cabra do nacionalista croata, e no própria forma como o gangster é convencido, a contra gosto, a ajudar na tarefa de fazer a proteção na parada gay.
Só por ser um filme sérvio abordando temas que - infelizmente - ainda são considerados tabus em várias partes do mundo já merece cinco estrelas.
Estamos acostumados a medir as sociedades com nossa régua. Mas esquecemos que cada cultura contém formas distintas de lidar com as diferenças. E, muitas vezes, a tradição ainda é um dos fatores que mais atrapalha a tolerância.
Em suma, foi ótimo para saber um pouco sobre como a Sérvia - e outros países do leste europeu - lida com a comunidade queer. E como essa questão está se desenrolando.
Um filme que provoca diversas sensações, se por um lado diverte por ser meio besteirol e sarcástico por outro provoca incomodo e tristeza.... mas é um filmão.
Ansiava por ver este filme há exatamente uma década: desde o seu lançamento, fiquei atordoado, ciente de que o diretor repetiria a verve irônica de sua obra-prima BELA ALDEIA, BELA CHAMA. Ainda assim, surpreendi-me com as inúmeras provocações trazidas por esta obra devastadora: o glossário do início já é sobremaneira impactante e a primeira aparição dos 'skinheads' é apavorante. O protagonista é sinteticamente apresentado, tendo as suas características mais perigosas metonimizadas brilhantemente num banho, com várias canções ideologicamente sintéticas. Os diálogos são ótimos e os personagens são muito bem desenhados, inclusive em seus estereótipos. Dá medo, dá esperança, faz-os sorrir... Tudo ao mesmo tempo: fiquei impressionado. Mesmo quando equivoca-se em seus exageros à la Kusturica hipermoderno, o filme demonstra-se mui necessário em sua organicidade discursiva. Militância em prol do diálogo, não de uma categoria oprimida em si. Magistral. Meu filme favorito sobre o tal do Orgulho LGBTQIA+. Genial! (WPC>)
Um final que dói na alma,
O filme parte da premissa em falar dos grupos étnicos q se odeiam reciprocamente no que foi a Iugoslávia (sérvios, croatas, bósnios, albaneses, kosoveses) e um grupo q é, em consenso, odiado por todos eles: os gays. O filme se utiliza de um ou dois "Deus ex-machina" para solucionar os problemas q aparecem ao longo na narrativa, mas mesmo assim, o filme é muito simbólico. Um sérvio indo atrás de aliados em todos os países da extinta Iugoslávia, de povos q estiveram unidos por tantas décadas, e q acabaram entrando em conflito. A questão LGBT tbm é extremamente importante.
O q eu considerei como Deus ex-machina: a hora que o veterinário cuida do nascimento da cabra do nacionalista croata, e no própria forma como o gangster é convencido, a contra gosto, a ajudar na tarefa de fazer a proteção na parada gay.
Só por ser um filme sérvio abordando
temas que - infelizmente - ainda são
considerados tabus em várias partes
do mundo já merece cinco estrelas.
Estamos acostumados a medir as sociedades
com nossa régua. Mas esquecemos que cada
cultura contém formas distintas de lidar com as
diferenças. E, muitas vezes, a tradição ainda
é um dos fatores que mais atrapalha a tolerância.
Em suma, foi ótimo para saber um pouco sobre
como a Sérvia - e outros países do leste europeu -
lida com a comunidade queer. E como essa questão
está se desenrolando.