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Data de lançamento
20 Dez. 2021Duração
Na década de 1930, Aracy (Sophie Charlotte) era funcionária do consulado brasileiro em Hamburgo, Alemanha, onde chefiava a seção de passaportes. Correndo riscos e por iniciativa própria, ela salvou a vida de dezenas de judeus, que graças à sua intervenção conseguiram emigrar para o Brasil, fugindo da perseguição nazista.
Inspirada no livro Justa ‒ Aracy de Carvalho e o Resgate de Judeus: Trocando a Alemanha Nazista pelo Brasil, de Mônica Schpun.
• 8 episódios.
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Não dou 5 porque tem uma ou outra conveniência de roteiro que me incomodou um pouco.
Mas a série é MUITO boa, a Sophie Charlotte impecável no papel da Aracy, e ainda tem meu escritor preferido da vida, amo.
Me surpreendeu positivamente.
Parece interessante.
Também conhecido como O Anjo de Hamburgo.
Para alguns historiadores, Aracy de Carvalho não é uma heroína. Ela simplesmente fez o seu trabalho sob as diretrizes do governo Brasileiro comandado pelo então presidente Getúlio Vargas. Segundo esses historiadores, reconhecer isso seria admitir que houve um erro, que Aracy não merece ser reconhecida e homenageada por seus feitos. Ela não deve ser considerada uma Justa entre as Nações. Para os familiares dos refugiados, ela foi heroica. Suas atitudes merecem todo o reconhecimento e gratidão.
Aracy e João casaram-se e permaneceram juntos até o falecimento de João, em 1967.
João tornou-se um dos maiores escritores brasileiros.
Em 1992, Aracy foi agraciada pela Fundação Yad Vashem de Israel com o titulo Justa entre as Nações, distinção conferida àqueles que arriscaram suas próprias vidas para salvar vidas inocentes na Alemanha nazista.
Margarethe Levi morreu em São Paulo, em fevereiro de 2011. Sua amiga por toda a vida, Aracy, faleceu dez dias depois aos 102 anos.
Não sabe-se o número exatos dos asilados ajudados por Aracy. Hoje existe mais de mil descendentes destes sobreviventes.
Pesquisa.
Em 1982, foi homenageada por Israel como Justa entre as Nações, título reservado a não judeus que se arriscaram para salvar judeus da perseguição hitlerista. No Brasil, foi a única mulher a receber a honraria.
Além dela, o embaixador Luiz Martins de Souza Dantas (1876-1954) também foi reconhecido por emitir mil vistos para o Brasil a judeus na França entre 1940 e 1942, quando a ditadura do Estado Novo proibia a concessão desse benefício a "semitas e outros indesejáveis".
O Yad Vashem, órgão responsável pela memória dos mártires e heróis do Holocausto, foi fundado em 1953 por decreto da Kneset israelense.
A produção, intitulada O Anjo de Hamburgo, é inspirada na vida de Aracy Moebius de Carvalho Guimarães Rosa (1908-2011), funcionária do consulado do Brasil em Hamburgo, Alemanha, de 1936 a 1942.
O Anjo de Hamburgo é livremente baseada no livro Justa ‒ Aracy de Carvalho e o resgate de judeus: trocando a Alemanha nazista pelo Brasil (2011), de Mônica Schpun, hoje professora do Centro de Pesquisas sobre Brasil Colonial e Contemporâneo, na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), na França.
Aracy Moebius de Carvalho nasceu em 5 de dezembro de 1908 em Rio Negro, distante 109 quilômetros de Curitiba, onde a família, residente em São Paulo, estava de passagem.
A mãe, Sidonie Moebius de Carvalho, nascera em Halle, na Alta Saxônia, Alemanha. O pai, Amadeu Anselmo de Carvalho, era um comerciante luso-brasileiro que, mais tarde, seria dono do Grande Hotel de Guarujá. A menina cursou o primário e o ginásio em escolas religiosas paulistanas.
A jovem casou-se com o alemão Johann Eduard Ludwig Tess em 1930. O casal teve um único filho, mas a união não durou.
Com Alzheimer no final da vida, Aracy não pôde dar entrevista à historiadora. Morreu aos 102 anos, no mesmo ano em que Justa chegou às livrarias.
Uma super produção, estão de parabéns. Não conhecia essa história da Araci, foi um anjo em uma época tão cruel.
19/04/22