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Data de lançamento
23 Maio 1973Duração
No Velho Oeste já em vias de se modernizar, o veterano Pat Garrett já não é mais um fora-da-lei. Pelo contrário, ele é eleito xerife local pela população de uma cidade, que acredita ser uma bela maneira de impor respeito. Já o ex-parceiro e amigo de Pat, Billy The Kid, continua levando uma vida errante como bandido sanguinário. Quando Pat Garrett recebe a incumbência de capturá-lo, inicia-se uma caçada sádica e um jogo de gato e rato que irá testar se a amizade entre ambos ainda existe.
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Filme irregular do Sam Peckinpah. Por um lado mostra um trabalho competente de fotografia, atuações esforçadas e boa trilha do Bob Dylan com a inesquecível "Knockin' on Heaven's Door" feita para o filme.
Mas no geral é arrastado demais para um faroeste. Nos poucos momentos de ação as sequências de tiroteios são fracas, sem muito realismo ou impacto. Vale citar inclusive uma cena grotesca (versão sem cortes) de galinhas servindo de tiro ao alvo e sendo explodidas...
A edição também é problemática, com muitas partes desconexas que dificultam a compreensão do enredo. Poderiam ainda ter explorado mais o passado os dois, sem esse contexto a perseguição parece sem propósito e banal.
Outro ponto que deixa a desejar é o desfecho, que apesar de respeitar os fatos reais é muito anticlimático para o filme. Ver o Billy ser morto tão facilmente de forma covarde e sem resistência não corresponde ao que se esperava para o personagem.
É um filme que merecia muito um remake de respeito, que estivesse realmente à altura da história deste personagem lendário.
Curiosidades: Desde o início, a produção foi conturbada. O presidente da Metro-Goldwyn-Mayer, James Aubrey, por razões econômicas, recusou-se a conceder a Peckinpah o tempo e o orçamento necessários. Pra piorar o alcoolismo de Sam Peckinpah estava tão avançado que ele precisava começar o dia com um copo grande de vodca para parar de tremer. Segundo Kris Kristofferson, o diretor detestou tanto a versão final do filme produzida pelo estúdio que chegou a urinar na tela.
Embora Billy the Kid fosse considerado uma das poucas lendas do Oeste com um saque rápido, ele não era conhecido por duelos corpo a corpo. Como o filme mostra, ele matava homens desarmados atirando neles pelas costas. Ele se gabava de ter matado 21 homens, mas a maioria dos historiadores acredita que o número mais provável seja em torno de 10.
Eu não esperava um final tão realista, porque esse realismo foi ignorado durante todo o filme. Pelo ritmo da história fiquei esperando por um duelo entre os dois.
Um faroeste porreta embalado pela trilha sonora maravilhosa de Bob Dylan que ainda se aventura como ator coadjuvante.
James Coburn tem uma presença de cena imponente, um de meus atores preferidos, novamente dirigido pelo mestre Sam Peckinpah. Aqui vemos uma boa história sobre o mito Billy the Kid, só que dessa vez o roteiro foca no seu algoz Pat Garret. Boa fotografia e algumas cenas emocionantes, como a da despedida do Xerife nas margens do rio, ao som de Bob Dylan. Recomendo! Visto em 04/10/2025
Boa obra do poeta da violência Sam Peckinpah num western cru com grande elenco.Até arrumaram um papel menor para Bob Dylan que faz a ótima trilha sonora com suas canções melancólicas.