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Diretora Denise Zmekhol conta a história do prédio Wilton Paes de Almeida, em São Paulo. O edifício foi projetado por seu pai, o arquiteto Roger Zmekhol. Ele foi inaugurado em 1968 e em 1° de maio de 2018 desabou após um incêndio.
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Filha do arquiteto francês radicado no Brasil Roger Zmekhol (1928-1976), a cineasta Denise Zmekhol realiza aqui um documentário-homenagem ao seu pai, em que revisita o legado dele, analisando o projeto de maior destaque de sua carreira na arquitetura, o icônico edifício Wilton Paes de Almeida, localizado no Largo do Paissandu, no Centro velho de São Paulo e apelidado de “Pele de Vidro”. O arranha-céu modernista virou símbolo de uma São Paulo em transformação, erguido ao longo dos anos 60 e inaugurado em 1968, com 24 andares. Era um prédio vistoso, reluzente, inteiramente de vidro, depois tombado pelo Patrimônio Histórico da capital paulista. Ficou abandonado por décadas, até virar moradia de pessoas sem-teto. O filme nasce desse reencontro inesperado: entre memória pessoal (da cineasta que volta ao Brasil depois de 20 anos morando nos Estados Unidos, para investigar os desejos e o trabalho do pai falecido) e realidade social, abrindo uma reflexão sobre o problema da moradia no Brasil. O longa estava em construção quando ocorreu o incêndio que fez o prédio desabar, em maio de 2018, deixando sete mortos e dois desaparecidos nos escombros - na época, 140 famílias ocupavam o local. Em meio a imagens dos arquivos pessoais de Roger, Denise (que é uma premiada documentarista) faz toda a narração, dando um discurso poético e ao mesmo tempo nostálgico para a obra. Coprodução Brasil e EUA, o doc percorreu mais de 60 festivais nacionais e internacionais, como Festival de Shangai e a Mostra Internacional de Cinema de SP, e agora está exibição nos principais cinemas do país, com distribuição da Autoral Filmes. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
- ótimo documentário! me surpreendeu demais o caminho que tomou, pelo começo parecia que ia para um lado completamente diferente
- lindo como a diretora e filha do engenheiro entende todo o lado social e resolve acrescentar isso a história do pai transformando o documentário em algum muito maior e mais importante
- não sabia do destino do prédio, talvez porque os que perderam a vida eram moradores de rua a tragédia não ganhou tanta notoriedade assim
- que nojo de ver como usaram isso para prendem e acabar com muitas ocupações, políticos de direita arrombados
- e ainda criticou o saco de bosta entupido genocida que hoje é um presidiário, denise é muito diva
Pele de Vidro costura essa história familiar diante do contexto maior da luta por moradia na cidade de São Paulo, com Denise fazendo um gesto importante, não só para o filme em si, mas para o gênero documental como um todo, o de se abrir para o outro. Enquanto a diretora, que também narra o filme, conversa com outros arquitetos sobre a influência do seu pai e a concepção do Wilton Paes, ela busca entender melhor o movimento que ocupa o prédio, e se conecta com outros ativistas do movimento por moradia.
https://jornalnota.com.br/2024/10/07/pele-de-vidro-2023-pensa-o-brasil-a-partir-de-edificio-modernista/