Um professor cansado da vida que leva tira folga do trabalho e viaja para encontrar a mulher com quem teve um caso tempos atrás. Mas no caminho passa por uma cidade em que calor é insuportável, e onde todas as pessoas aparentam ser vítimas da perdição. O difícil vai ser esse homem sair desse lugar "possuído" pela jogatina e pela cerveja.
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Que filme fantástico, fotografia hipnotizante do deserto australiano com um filme cheio de simbolismo sobre uma masculidade visceral e nauseante dos personagens, o ambiente hostil do interior australiano remove a fachada intelectual dos homens e expõe um prazer incontrolável pela violência, que para se adaptar ao grupo o indivíduo é forçado a abandonar seus valores e abraçar a brutalidade machista e até auto destrutiva dos personagens, você quase pode sentir o odor pestilento de cerveja, suor e fumaça e também o cansaço do calor avassalador do deserto, é uma obra de arte do diretor Ted Kotcheff e uma baita experiência cinematográfica
Eu definitivamente não estava preparado esse filme.
Pra mim não rolou... Achei que fosse algo bem mais perturbador e no fim... é só esquisito!
Caminhando pelo inferno, a perdição irá convidá-lo a tomar mais uma cerveja, na promessa de recompensa.
Curioso que numa dimensão psicológica, o filme parece abordar uma trama que envolve derrocada existencial: declínio, ruína e desmoronamento no estado de espírito do protagonista. Em uma espécie de limbo, o personagem está preso em um círculo vicioso de degradação mental e física. As cores quentes, a opressão dessa geografia inóspita, a aridez das relações masculinas desenham o panorama desse embate psíquico. É um território onde as pulsões de morte e violência reinam absolutas sobre a racionalidade.
Clássico absoluto.
Obra-prima do cinema australiano. Incrível a atmosfera que o filme consegue passar. Um calor insuportável, suor, cerveja, barulho de mosca, pessoas esquisitas. Tudo passa uma sensação de agonia eterna.