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Jeff Bailey vive uma vida pacata, trabalhando em um posto de gasolina em uma pequena cidade dos Estados Unidos. Quando um dos capangas de Whit, seu antigo chefe, o encontra, ele irá se ver obrigado a preencher as lacunas que deixou em sua antiga vida. Principalmente com relação a Kathie, mulher de duas caras que a qualquer momento pode traí-lo ou fazê-lo se apaixonar novamente.
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ótimos diálogos
Falaram tanto do filme que fui com altas expectativas, que infelizmente não se confirmaram. Não que seja ruim, mas não é lá um dos filmes da prateleira de cima do estilo, ao meu gosto.
Será mesmo que o passado não importa? Depende. No filme de Tourneur, o passado é uma entidade poderosa, de aparência aracnídea, que suga a vitalidade de qualquer um que tente fugir de sua teia pegajosa. Mas também não se engane, pois a presa não tem nada de inocente.
É a ambiguidade típica do filme noir. O herói nunca é bom, mas também não é mau; às vezes de uma calmaria cínica, noutros momentos, uma bomba prestes a explodir. E é exatamente isso que faz esse personagem ser crível.
A atmosfera do filme é outra coisa absurda. Há um belo jogo de sombras e luzes (aliás, grande trabalho de fotografia de Nicholas Musuraca), com destaque para a fumaça de cigarro, que está lá quase como um personagem. Tourneur faz dela um elemento narrativo tão relevante quanto os diálogos. O branco, as sombras e a fumaça são colocados de modo brilhante na tela, criando um ambiente ameaçador. Provavelmente, um dos filmes mais bem fotografados da história.
Esta é uma produção com muitas histórias interessantes de bastidores, especialmente no que diz respeito ao relacionamento entre os astros Kirk Douglas e Robert Mitchum, que frequentemente competiam no set de filmagens. A cada cena compartilhada entre eles, a tela se transforma em um campo de batalha, onde as palavras são mais mortais que balas.
Observe a cena em que Douglas oferece um cigarro a Mitchum. Tal momento esconde uma violenta disputa de egos. Estamos diante de uma espécie de guerra fria entre dois homens. E não creio que isso era simplesmente algo do roteiro.
P.S. "Baby, I don't care".
Não é nenhuma obra-prima do gênero, mas consegue manter o interesse, principalmente pelo trio central (Mitchum Douglas e Greer).
Começa interessante com diálogos divertidos, mas vai se perdendo