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Data de lançamento
7 Set. 2018Duração
Quando o marido e a filha são mortos a tiros em um drive-in, Riley (Jennifer Garner) acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar letal. No décimo aniversário da morte de sua família, ela tem como alvo todos os responsáveis, a gangue que cometeu o crime, os advogados que os libertaram e os policiais corruptos que permitiram que tudo acontecesse.
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Jennifer tenta voltar à cena com uma versão feminina e genérica do clássico personagem da Marvel. Para ver e esquecer...
Muito ruim essa indústria cinematográfica brasileira ficar mudando o nome dos filmes, assim como fizeram com o homônimo da Kate Holmes que também não se chama "A Justiceira" e acaba confundindo as pessoas com nomes repetidos.
Sobre o filme, é um filme de ação bem legal, lembra muito filmes clichês de ação sobre vingança, nada de inovador, mas isso não é ruim desde que seja bem feito, e é o caso desse filme, eu gostei.
A Justiceira é o tipo de filme que se apoia em uma premissa forte, mas entrega uma execução irregular. Existe aqui uma tentativa clara de construir um thriller de vingança com peso emocional, mas o resultado oscila entre momentos interessantes e decisões narrativas que enfraquecem seu impacto.
A história acompanha uma mulher comum cuja vida muda drasticamente após um evento traumático envolvendo sua família. A partir disso, ela mergulha em uma jornada de vingança, assumindo uma postura cada vez mais ativa contra o crime, enquanto lida com o próprio luto e a transformação de sua identidade.
O conflito central tem força, principalmente por trabalhar dor, perda e justiça sob uma ótica pessoal. No entanto, o roteiro simplifica demais essa transição, tornando o processo de transformação da protagonista rápido e pouco aprofundado. Falta construção para que suas decisões ganhem mais peso emocional e moral.
A protagonista carrega o filme com competência, trazendo intensidade e vulnerabilidade em momentos-chave. Ainda assim, sua construção sofre com a falta de desenvolvimento mais detalhado. Os personagens ao redor são majoritariamente funcionais, sem grande profundidade, servindo mais como suporte para a narrativa do que como peças relevantes.
Tecnicamente, o filme é competente, mas pouco ousado. A direção entrega cenas de ação corretas e um ritmo consistente, porém sem grande identidade visual ou momentos realmente marcantes. A trilha sonora cumpre seu papel, mas não eleva a experiência como poderia.
No fim, é um filme que funciona dentro do básico do gênero, mas não consegue se destacar. Tem boas intenções e um tema forte, porém executado de forma superficial. Entretém, mas dificilmente deixa uma marca duradoura.
Nota: 8,3
Assistido pela segunda vez em 22/12/25
Há filmes que parecem feitos no piloto automático — e Peppermint é um deles. A ideia até pulsa: Riley North (Jennifer Garner) é uma mãe comum que vê o marido e a filha serem brutalmente assassinados. Anos depois, volta para fazer justiça com as próprias mãos.
O problema é que o filme parece ter ficado preso na década errada. O roteiro segue o manual com tanta fidelidade que não sobra espaço para surpresa. Há o trauma, a transformação, os alvos e as execuções metódicas — tudo no ponto, mas no ponto de 2003. Até a edição soa datada, com sua montagem frenética, câmera lenta em momentos dramáticos e flashbacks que sublinham o óbvio. É o tipo de filme que parece ter saído de uma prateleira antiga e esquecido de atualizar o formato.
A construção moral, que poderia render conflito, se dissolve em clichê. Riley começa pregando à filha que violência não resolve nada — e minutos depois vira uma máquina de matar sem hesitação. A virada é tratada como catarse, mas soa programada. Os vilões são os mesmos de sempre: traficantes tatuados, bandidos de manual, rostos sem alma. A fotografia suja e a montagem nervosa tentam injetar energia no vazio, mas é tudo ensaio de impacto, não impacto de verdade. Até o brinquedo da filha, usado como símbolo do trauma, se repete até perder o peso.
Ainda assim, Peppermint não é um desastre. Ele é genérico — e genérico não é o mesmo que intragável. Há momentos que funcionam, especialmente quando Riley parte contra o juiz corrupto que libertou os assassinos. Nesse lampejo, o filme lembra o prazer sujo do cinema de vingança: o instante em que o oprimido finalmente revida. Pena que dura pouco — logo o previsível volta a ocupar cada quadro.
Peppermint tenta repetir um ritual que o público já aprendeu de cor. Jennifer Garner segura o filme com dignidade, mas o roteiro nunca lhe dá algo real a perder além da família. Não há dilemas, apenas alvos. O bom cinema de vingança sobrevive quando nos faz hesitar junto com o personagem, quando moral e instinto se chocam. Aqui, tudo é automático — o certo, o errado e o sangue entre eles. No fim, Peppermint é um tiro certeiro no previsível. Um filme que corre, atira e explode, mas esquece de respirar. Ação de catálogo, drama de manual. Daqueles que a gente assiste sem tédio, mas sem envolvimento — como quem observa um jogo cujo resultado já conhece. Porque, no fim, Riley não é a única no piloto automático. O próprio filme também está.