O enredo gira em torno de um homem tentando desesperadamente salvar sua família de um cartel de drogas e autoridades corruptas. Após resgatar sua sobrinha raptada pelo poderoso cartel, Colton (Adkins) começa uma luta implacável para salvar sua família, que agora estão sendo direcionados. O que segue é um assalto sem parar no rancho, uma maratona de sobrevivência tintim por tintim para Colton proteger seus entes queridos e salvar sua vida.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
É um típico filme de ação sessão da tarde que cumpre bem o seu propósito se desligar o cérebro, tem a ótima presença do Adkins e muitos tiros, mas se for parar pra analisar bem, a história é tão forçada e ilógica que chega a ser patética. Exemplo:
A premissa é simples: um ex-soldado (o herói padrão dos filmes de ação) precisa resgatar a sobrinha das garras de um cartel mexicano. Até aí, ok, clichê aceitável. O problema é o "grande segredo" que impulsiona o restante da trama: o protagonista mata o sobrinho do chefão do cartel e, PASMEM, encontra um pendrive pendurado no pescoço do cara.
E o que tem nesse pendrive? Todas — sim, TODAS — as informações mais preciosas do cartel: contas bancárias, senhas, transações ilegais, nomes de envolvidos, operações secretas… ou seja, tudo aquilo que poderia destruir um império do tráfico. Guardado num pendrive. No pescoço de um zé ruela qualquer como se fosse um simples acessório.
Não tem backup. Não tem nuvem. Não tem HD externo trancado num cofre. Não tem nem outro pendrive reserva escondido num buraco no meio do deserto.
É tipo confiar o segredo da fórmula da Coca-Cola a um papel dobrado no bolso de uma criança.
Essa decisão de roteiro não só é ridícula, como compromete toda a suspensão de descrença. Em um mundo onde traficantes contratam hackers, corruptos usam criptografia pesada e dados são criptografados com camadas e mais camadas de segurança, o filme acha que é crível basear toda a trama em cima de um pendrive solitário e mal guardado. É como se a obra tratasse quem tá assistindo com QI de temperatura ambiente.
No fim das contas, Close Range é um filme de ação esquecível que até poderia divertir com suas lutas coreografadas e o carisma do protagonista, mas afunda de vez ao esperar que o espectador compre um enredo tão buraco-de-roteiro que parece que foi escrito às pressas num guardanapo.
Um bom filme de ação a moda antiga com tiroteios onde ninguém acerta ninguém, mas com boas lutas, vale a pena
06/01/2024
Passou o tempo legal
Talvez esse seja o filme mais fraco que já vi do Scott Adkins. O filme já começa na ação, os créditos inicias é bacana com uma trilha muito Wester e com assobios. Aí o filme dá uma pausa, demora pra voltar naquele ritmo do início e, daí pra frente, é pura enrolação alternada com uma ou outra cena boa de ação. Encerra bem, com uma homenagem aos Western com o típico duelo de pistoleiros - quem é mais rápido no gatilho.
Se num filme de ação acontecem tiros de 2 a 20 mts. entre pessoas que sabem atirar e ninguém acerta ninguém, pode crer, essa enrolação vai longe. (06.02.21)